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A Crítica Falta estrutura na fiscalização

on novembro 12 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Demétrio Weber

BRASÍLIA (AE) – O tráfico de animais silvestres no Brasil envolve traficantes de drogas, utiliza a internet e é beneficiada pela falta de estrutura dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização. “Existem no País entre 350 e 400 quadrilhas de traficantes de animais, sendo 40% delas ligadas ao narcotráfico”, disse Dener Giovanini, coordenador-geral da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), entidade responsável pelo estudo. Segundo ele, os dois tipos de traficantes compartilham esquemas de segurança e rotas de distribuição das mercadorias.

O coordenador criticou a falta de articulação entre os órgãos governamentais de fiscalização, as carências financeiras para fazer frente ao tráfico e a atuação da polícia na repressão a esse tipo de crime. “Os crimes contra a fauna são considerados um mal menor por autoridades policiais e juristas”, disse ele, defendendo programas de educação ambiental.

Os animais são retirados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, daí seguindo para o Sul e o Sudeste, de onde são enviados para a América do Norte, a Europa e a Ásia. Quem faz a captura são garimpeiros, índios, pequenos agricultores e peões que complementam sua renda com a venda dos espécimes silvestres em feiras ou na beira de estradas.

Os animais silvestres são transportados para centros urbanos por caminhoneiros, motoristas de ônibus e barqueiros, até chegar a traficantes que se encarregam da conexão com o mercado internacional. “Alguns zoológicos e alguns criadouros possivelmente participam dessa etapa”, diz o relatório da organização não-governamental Renctas.

A entidade identificou 4.892 anúncios de compra, venda e troca ilegal de animais silvestres, a maioria aves e répteis, em páginas da internet pesquisadas em 1999. No mercado mundial, o tráfico movimenta cerca de US$ 15 bilhões por ano.

Além de contribuir para a extinção de espécies, o comércio ilegal apresenta o risco de transmissão de doenças. Afinal, os animais vendidos não sofrem nenhum tipo de controle sanitário. O tráfico de animais é punido com pena de prisão de seis meses a um ano, além de multas que podem chegar a R$ 5,5 mil por exemplar apreendido, segundo a assessoria de Imprensa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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