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A Gazeta – MT Fiscalização não é o suficiente

on novembro 30 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

O número de animais apreendidos no Estado em poder de traficantes de fauna silvestre subiu 78,57% este ano em relação ao ano anterior. Pulou de 250 unidades em 2001 ante as 140 em 2000. As informações são do Setor de Faunas em Mato Grosso do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As aves estão entre os animais mais visados pelos os traficantes. O relatório da Renctas aponta que somente em 2000 e 2001 as aves representaram 82% dos animais capturados para venda ilegal no exterior.

O responsável pelo setor de Faunas do Ibama, o médico veterinário Ediberto do Nascimento, disse que esse aumento não é suficiente para dizer se o tráfico está crescendo ou se a fiscalização volante tem conseguido impedir a receptação dos animais. “É muito difícil efetuar flagrantes, porque temos apenas 30 fiscais para 901 mil metros quadrados de extensão territorial”, colocou.

Ele colocou que as aves da classe dos psitacídeos — papagaios e periquitos — estão entre os mais visados. No Pantanal mato-grossense é possível encontrar boa parte das espécies apreciadas no comércio internacional. Segundo a Renctas, uma arara-azul, por exemplo, chega a custar US$ 25 mil, o equivalente a R$ 62 mil. “Os pássaros canoros (que cantam) também estão entre os preferidos dos traficantes, por causa do seu valor comercial”, informou ele.

As aves são os animais mais encontrados no comércio ilegal, por causa da beleza e da variedade de espécies na fauna brasileira, fatos que despertam a preferência dos comerciantes. Estima-se que a indústria predatória de aves movimenta cerca de US$ 44 milhões ao ano, conforme a Renctas. (AP)

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