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A Gazeta – MT na rota do tráfico silvestre

on novembro 30 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Documento indica que 14 cidades do Estado são usadas por grupos que vendem animais. É a terceira maior atividade criminosa do país

Anderson Pinto

Da Redação

O I Relatório Nacional Sobre o Tráfico de Fauna Silvestre coloca pelo menos 14 localidades mato-grossenses nas principais rotas terrestres utilizadas para a atividade criminosa no país. A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), uma organização não-governamental com sede em Brasília, acaba de concluir o documento, que procura fazer uma radiografia do problema no país.

O tráfico da vida silvestre é considerado hoje a terceira maior atividade ilegal no mundo, só perdendo para o tráfico de armas e de drogas. Calcular a dimensão da atividade é difícil, mas estima-se uma movimentação anual entre US$ 10 e 20 milhões ao ano. A participação do Brasil pode ir de 5% a 15% do total.

Os municípios de Canarana, Nova Xavantina, Água Boa, Barra do Garças, Cáceres, Várzea Grande, Nobres, Juscimeira e Comodoro e as localidades de Tenuta (entre Cotiguaçu e Nova Bandeirantes), Tanguro (entre Sapezal e Nova Bandeirantes), Filadélfia (Aripuanã) e Progresso (Médio-Norte) compõem o mapa das rotas no Estado.

Elas estão situadas às margens das rodovias BRs 070, 158, 163, 174 e 364, principais caminhos para a captura e venda de animais silvestres. A publicação ainda aponta para a existência de redes montadas.

Cuiabá aparece entre as cidades brasileiras que galharam fama como fornecedoras de fauna silvestre para o comércio ilegal, ao lado de Milagres, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Curaçá, Cipó (todas na Bahia), Recife (PE), Almanera (MG) e Santarém (PA), além de outras não mencionadas.

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