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A Gazeta – MT Tráfico de animais silvestres

on novembro 30 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Não é nenhuma novidade, mas o I Relatório Nacional Sobre o Tráfico de Fauna Silvestre confirma que Mato Grosso está na rota do tráfico de animais silvestres. Nada menos que 14 localidades mato-grossenses são utilizadas para a atividade criminosa. São elas: Canarana, Nova Xavantina, Água Boa, Barra do Garças, Cáceres, Várzea Grande, Nobres, Juscimeira e Comodoro e as localidades de Tenuta (entre Cotriguaçu e Nova Bandeirantes), Tanguro (entre Sapezal e Nova Bandeirantes) e Filadélfia (Aripuanã) e Progresso (medio-norte). Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), uma organização não-governamental, a participação de Mato Grosso nesta prática criminosa é significativa, sobretudo por ser um Estado com amplo território e uma grande diversidade de fauna.

Os traficantes de animais silvestres cometem um dos maiores crimes contra o meio ambiente e contra o planeta, colocando, inclusive, em risco a vida humana. Isso porque, ao retirarem de seu hábitat algumas espécies de animais, eles podem estar levando consigo profundas alterações no ecossistema e até a possibilidade de doenças. Como atividade rendosa, o contrabando de animais é a terceira maior atividade ilegal no mundo, ficando atrás apenas do tráfico de armas e de drogas, movimentando anualmente entre US$ 10 e 20 milhões.

Mas, além do tráfico de animais, outra atividade é muito intensa aqui em Mato Grosso e que compromete a vida silvestre: a caça clandestina. Prolifera em várias partes a venda e o consumo de carne de animais caçados no Pantanal, nos cerrados e na floresta amazônica. O cardápio de bichos é variado e muitíssimo disputado. comercializado inclusive bem próximo de órgãos públicos responsáveis pela fiscalização contra as agressões ao meio ambiente.

Diante das informações do relatório da Renctas, resta saber quais serão as providências a serem tomadas pelas autoridades ambientalistas. Sabe-se dos locais e de suas rotas por onde se conduzem os animais exportados para fora do Estado e do país. Há de se esperar que a Fundação Estadual do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) montem barreiras, reforcem a fiscalização e, principalmente, puna com rigor os criminosos.

Editorial

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