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A moda ilegal dos passarinhos fritos está de regresso em cidades de Portugal

on novembro 3 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Captura é ilegal, mas pintassilgos, tentilhões, piscos, tutinegras ou verdelhões são de novo um alvo para o petisco. E não os únicos…

03/11/2014
Roberto Dores – Diário de Notícias, em Portugal

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Pintassilgos, tentilhões, piscos, tutinegras ou verdelhões são apenas algumas das aves que nos últimos dois anos passaram a ser capturadas em grande escala no país com o objetivo do negócio. A maioria dos exemplares destina-se à venda para restaurantes e cafés, já mortos e depenados, para serem transformados em petiscos.

Os outros são capturados vivos e comercializados como “pássaros de gaiola”. Não faltam anúncios no OLX, segundo denuncia SPEA, que reclama a intervenção das autoridades, alegando estar em causa uma prática “ilegal”, tendo lançado agora a campanha “Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato”.

Desengane-se, por isso, quem pensava que o recurso a redes ou visgo (uma espécie de cola artesanal, que faz com que as aves fiquem presas pelas penas) para captura de pássaros silvestres tinha passado à história. Eis que o fenómeno está de regresso e já com um impacto significativo na biodiversidade, agravado ao longo dos últimos dois anos.

É atribuído por Domingos Leitão, coordenador do Programa Terrestre e dirigente da SPEA, ao aumento do desemprego no país: “é um efeito da crise. Quem não tem trabalho procura aqui rendimento”, admite.

A conclusão tem por base um estudo realizado pela SPEA, com o apoio da BirdLife International e de várias entidades nacionais, que comprovou que a captura de aves silvestres não cinegéticas voltou a ser um negócio, sobretudo, nos distritos de Faro, Porto e Lisboa, apontados como as regiões “onde se registam mais casos de captura e abate ilegal”.

O SPEA diz que é no Algarve que existe mais captura para consumo, havendo especial apetência pelo pisco-de-peito-ruivo e a toutinegra-de-barrete, lamentando Domingos Leitão ter constatado que a modalidade está “é encarada como algo normal e aceitável. Muitos desconhecem que é uma prática ilegal e outros acham que não serão apanhados”, diz, alertando ainda para o facto da legislação ser “confusa”.

Já em Lisboa e Porto, o dirigente alerta para a captura de “pássaros e outras aves para serem comercializados como animais de companhia na Internet e em feiras locais”. Mas, afinal, a conclusão nem foi surpreendente: “Infelizmente, este estudo veio comprovar o que já temíamos”, ressalva.

Quanto à comercialização de aves selvagens via Internet, a SPEA dá o exemplo dos anúncios no OLX de chapins-reais, piscos-de-peito-azul e até mesmo aves de rapina, revelando já ter contacto a administração de site, tendo recebido como reposta que os anúncios não serão retirados por serem da responsabilidade de quem os coloca.

Domingos Leitão alerta ainda que “não é proibida a venda de armadilhas e redes para captura, mesmo que no anúncio seja explicado o fim da mesma, mas é proibido usá-las para capturar aves selvagens”, o que adjetiva de “incoerência na lei”, pelo que reclama a “intervenção urgente do Ministério do Ambiente”, numa altura em que a lei pressupõe a aplicação de coimas para os casos de captura, abate ou cativeiro ilegal de aves.

Porém, resume o dirigente, os casos em que a lei é aplicada “são ainda uma minoria face à realidade nacional e também pouco é feito no que diz respeito à sensibilização da população”.

 

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

 

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