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A Tribuna Digital – Projeto visa preservar animais raros

on abril 4 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

A Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta/Imigrantes (SAI), e a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) lançam amanhã o Projeto Guardiães da Fauna, uma campanha de combate ao comércio ilegal de animais.

O trabalho será desenvolvido nas estradas do sistema e nas escolas localizadas na área de abrangência da concessionária.

Há três anos, a Ecovias firmou um convênio com a Universidade Metodista para desenvolver pesquisas no Parque Estadual da Serra do Mar.   ‘‘Esse projeto nos deu a possibilidade de conhecer mais profundamente os ecossistemas que formam a Mata Atlântica. Sabemos que aqui, apesar da destruição de boa parte da floresta, ainda vivem algumas espécies em extinção. Por isso decidimos apoiar a Renctas nessa batalha’’, disse o diretor-presidente da EcoRodovias, holding que controla a concessionária, Marcelino Rafart de Seras.

A intenção da Ecovias, segundo Seras, é mostrar a importância da preservação dessas espécies.

Um balanço do trabalho apresentado pela Universidade Metodista aponta a existência de 127 espécies de aves no Núcleo Cubatão da Serra do Mar, 12 delas ameaçadas de extinção, e duas espécies de primatas, uma muito visada por caçadores.

Nesta relação de espécies estão o papagaio-de-cara-roxa e monocarvoeiro, um primata em extinção no mundo, que chega a ser comercializado no exterior por até US$ 20 mil cada animal. De acordo com a professora Waverli Neuberger, coordenadora do Núcleo e Agência Ambiental da universidade, estima-se que só existam hoje 600 unidades dessa espécie no mundo.

Campanha

A campanha consiste na distribuição de 100 mil folhetos nos pedágios, além de 100 cópias de vídeos educativos e dois mil cartazes que serão distribuídos nas escolas da região.

Outro alvo da campanha são os caminhoneiros que, muitas vezes sem ter a exata noção do problema, acabam colaborando com a ação dos criminosos transportando os animais dos grandes centros e para os portos, de onde são enviados para o exterior.

Tráfico de animais

Os dados da Renctas, organização não-governamental que desenvolve projetos em todo País desde 1999, mostram que o tráfico de animais é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, movimentando cerca de US$ 10 bilhões por ano (10% desse valor somente no Brasil). A atividade perde apenas para os tráficos de armas e de drogas.

Cerca de 38 milhões de animais, de acordo com a ONG, são retirados das florestas brasileiras anualmente, sendo que somente 10% deles chegam vivos ao seu destino. A crueldade com que são capturados e transportados é um dos fatores que contribuem para a manutenção desse quadro.

Uma das práticas mais comuns é a utilização de anestesia para que os animais pareçam dóceis e mansos. Já para esconder mais facilmente os animais da fiscalização, muitos traficantes furam os olhos de pássaros para que não enxerguem a luz do sol e parem de cantar.

Além da tortura praticada com animais, o tráfico contribui para o desequilíbrio da cadeia alimentar e para a proliferação de doenças, já que muitos desses bichos trazem vírus e bactérias de seu habitat.

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