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Após causar estragos, incêndio ajuda na descoberta de 38 espécies em SP

on abril 22 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Fogo atingiu tanques de combustíveis em Santos, SP, durante nove dias.
Pesquisadores recolheram amostras em rios e descobriram novos peixes.

22/04/2015 – 07h23
Orion Pires – Do G1 Santos

 

Pesquisadores de Santos encontraram novas espécies no estuário. Foto: Orion Pires / G1

Pesquisadores de Santos encontraram novas espécies no estuário.
Foto: Orion Pires / G1

 

Matheus Rotundo acredita na decoberta de novas espécies. Foto: Orion Pires / G1

Matheus Rotundo acredita na decoberta de novas espécies.
Foto: Orion Pires / G1

 

Seis espécies correm risco de extinção em nível nacional. Foto: Orion Pires / G1

Seis espécies correm risco de extinção em nível nacional.
Foto: Orion Pires / G1

 

Centenas de peixes apareceram mortos perto da Alemoa. Foto: Rafaella Martinez / Arquivo Pessoal

Centenas de peixes apareceram mortos perto da Alemoa.
Foto: Rafaella Martinez / Arquivo Pessoal

 

O incêndio que durou nove dias na área industrial de Santos, no litoral de São Paulo, causou graves impactos ambientais e provocou a morte de milhares de peixes. Por outro lado, porém, pesquisadores descobriram, por causa do fogo, 38 novas espécies de peixes que vivem no canal do estuário da cidade. Os peixes ainda não estavam catalogados no último estudo e a lista ainda pode aumentar após novas análises.

Das descobertas, seis tipos de peixes estão ameaçados de extinção no Brasil.

O registro feito entre os anos de 2009 e 2012 apontou a presença de 78 espécies naquela região. Após a morte de nove toneladas de peixes durante o incêndio, pesquisadores da Universidade Santa Cecília (Unisanta) coletaram amostras dos animais para avaliar as causas da mortandade e tiveram uma surpresa.

“Encontramos um total de 116 tipos de peixes, sendo que sabíamos de apenas 78 por lá”, relembra o professor e pesquisador do Acervo Zoológico da universidade e do Laboratório de Biologia e Organismos Costeiros e Marinhos, Matheus Marcos Rotundo.

Embora o pesquisador destaque que a ideia de recolher os peixes do canal do estuário e rio Cubatão (SP) não era descobrir novas grupos, ele vai refazer o processo de publicação científica sobre os animais que vivem no canal do Estuário. “É importante ressaltar que em todo material coletado foram encontrados mais de um indivíduo de cada peixe. Isso pelo incidente abranger toda parte do ecossistema dessas espécies que antes a gente não conseguia coletar ou visualizar ficaram evidenciadas”, explica.

Segundo Rotundo, das 116 novas espécies é possível ter certeza que pelo menos mais 10 ou 12 ainda poderão ser acrescentadas à lista. “A maioria dos peixes coletados já estavam mortos ou moribundos, além de alguns apresentarem características como apodrecimento. Muitos desses aspectos do corpo que utilizamos para verificar estavam prejudicados. Com outras análises, a partir de novas características, talvez a gente ainda consiga encontrar novas espécies, mas ainda vai demorar um certo tempo”.

As famílias que apresentaram maior representatividade de espécies encontradas foram Sciaenidae (pescadas), Carangidae (xaréus) e Gerreidae (carapebas), além de pequenos cavalos marinhos e meros.

Ameaçadas

A nova descoberta dos pesquisadores também apontou que seis espécies presentes na região estão ameaçadas de extinção no Brasil. Para facilitar os estudos, os profissionais separaram os animais em três grupos. A Raia Viola e o Mero estão classificados como criticamente em perigo. O Miraguaia e o Bagre Branco em situação de perigo. Já a Garopa e o Cavalo Marinho são espécieis consideradas vulneráveis.

Rotundo destaca que todo tipo de poluição pode afetar um o mais grupos que vivem na região e o cenário desfavorável já é suficiente para causar uma situação de perigo. “O Estuário tem uma grande importância biológica, já que é considerada uma zona de refúgio e alimentação de juvenis. Mesmo aqueles peixes que não morreram podem virar comida para outro. O que ocorreu desestrutura toda cadeia reprodutiva e não somente o Estuário. É uma área muito complexa que merece atenção, por isso devemos preservar e prevenir”, acrescenta.

CLIQUE AQUI para notícia original.

 

 

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