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Calor atrai mais animais silvestres para a cidade

on setembro 19 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Animais de pequeno porte são vistos na cidade com maior frequência, entretanto, os animais maiores também costumam aparecer

Animais de pequeno porte são vistos na cidade com maior frequência, entretanto, os animais maiores também costumam aparecer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É comum notícias sobre a “visita” e a captura de animais silvestres dentro da área urbana de Bauru, em diversas regiões da cidade, até mesmo nas mais centrais. Com a chegada da primavera e a aproximação do calor, o encontro com tais visitantes tende a ser maior.

Segundo o sargento Alex Ribeiro Radighieri, da Polícia Ambiental de Bauru, a incidência de animais silvestres na cidade aumenta na época do calor, sim. No entanto, há diversos outros fatores que contribuem com os registros: desmatamento, fogo e a procura por alimentos e abrigo estão entre eles.

Evitar que o bicho se sinta acuado é a primeira medida a ser tomada para evitar ataques e preservar a integridade do animal localizado. Crianças e animais de estimação devem ser afastados.

Animais de pequeno porte são vistos na cidade com maior frequência, entretanto, os animais maiores também costumam aparecer. As visitais mais “raras” e inusitadas acabam chamando a atenção da população, é o caso de onças e jacarés.

Vários fatores

Para o diretor do Zoológico de Bauru, Luiz Pires, as razões para a vinda desses bichos são muitas. “Alguns animais estão abundantes devido ao desequilíbrio ecológico que vem ocorrendo, como é o caso dos saguis, que não eram da região de Bauru e foram soltos por aqui. Sem predadores, eles se reproduziram em grande número e, hoje, encontram fartura de alimentos”, avaliou.

A própria oferta de alimentos leva os bichos à reprodução descontrolada.  Outro exemplo de “invasão” é o das maritacas, que encontraram segurança para a reprodução no forro das casas. Nesses locais, as aves estão livres dos predadores naturais das matas e obtêm sucesso reprodutivo bem maior do que no passado.

Tal realidade não é positiva na avaliação de Pires, porque à medida em que esses animais se aconchegam no meio urbano, criam problemas para eles e para os humanos. Maritacas roem fios e causam curto-circuito, os gambás podem ser portadores de doenças, assim como os saguis, que podem ser portadores de praticamente todas as moléstias humanas.

Outro ponto a ser levado em consideração é a expansão da cidade, que está muito próxima das reservas ambientais. “Loteamentos e condomínios estão se afastando cada vez mais do Centro e, quanto mais próximo o homem chega das áreas em que vivem os animais, é claro que maior é a possibilidade de contato com eles. Isso, somado ao desmatamento e à escassez de alimento, obriga-os a procurar por comida perto dos seres humanos”, destacou.

Algumas medidas

O primeiro passo para evitar a reprodução desenfreada desses bichos nos centros urbanos é evitar a oferta de comida. Não deixar ração de cachorro e gato servida em pratos o dia todo é uma das ações que geram bons resultados.

Acondicionar o lixo de maneira correta e não deixá-lo exposto evita ratos e, consequentemente, cobras. Para não oferecer abrigo para maritacas, por exemplo, a dica é fazer vistoria em telhados e forros e tapar os buracos.

Entre as espécies silvestres mais comuns na área urbana de Bauru estão o gambá e o ouriço

Entre as espécies silvestres mais comuns na área urbana de Bauru estão o gambá e o ouriço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gambá e ouriço são os mais comuns na zona urbana de Bauru

Entretanto, é comum a captura e o avistamento de outras espécies típicas do cerrado, principalmente as de pequeno porte. 

Gambá, Ouriço e Maritaca. Estas são as espécies de animais silvestres campeãs em “aparições” no ambiente urbano do município de Bauru, segundo dados da Polícia Militar Ambiental. Entretanto, também é muito comum serem encontrados gaviões, corujas, tucanos, saguis, teiús, cachorros-do-mato, gatos-do-mato, onças pardas, veados, exemplares de tamanduá-mirim, jaguatiricas, cobras, capivaras e até jacaré-de-papo-amarelo, inclusive em áreas centrais.

De acordo com o sargento Alex Ribeiro Radighieri, da Polícia Ambiental de Bauru, a maioria dos animais alvos de solicitações para que sejam recolhidos geralmente está em bom estado de saúde e apresenta sinais de bravio, por este motivo eles são soltos em locais mais apropriados, como as matas da região.

“No entanto, quando os animais estão machucados ou doentes, encaminhamos os mesmos para um local onde o tratamento possa ser feito e, na maioria das vezes, o destino é o Hospital Veterinário da Unesp de Botucatu”, comenta.

Gambás

Com a chegada da primavera e do calor, a cidade se torna ainda mais atrativa para os gambás, já que é nesta época que eles se reproduzem mais facilmente. Sem predadores e com boa oferta de alimentos (a espécie come praticamente de tudo), a cidade é um “berço” ideal para os pequenos mamíferos.

Em meses de temperatura mais quente, a Polícia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros recebem cerca de 150 ligações de solicitações para retirada de gambás em residências, uma média de cinco chamados por dia.

Vale lembrar que, assim como outros animais da fauna nativa, silvestre ou em rota migratória, o gambá é protegido pela Lei de Crimes Ambientais, 9605/98, que em seu artigo 29 proíbe matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar de qualquer outra forma esses animais sem licença ou autorização da autoridade competente no município.

Centro de Triagem e Reabilitação ainda está no papel

Em março de 2014, o JC nos Bairros divulgou que um projeto para um possível Centro de Triagem e Reabilitação para animais silvestres estaria sendo desenvolvido por uma equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma). A Semma foi procurada outra vez pela reportagem e informou que ainda está buscando recursos para viabilizar o Centro.

A possível unidade acolherá os animais traficados, vítimas de acidente ou perdidos no centro urbano e avaliará qual será o destino deles. A intenção também é desenvolver estudos sobre os animais silvestres.

Os animais recebidos no Centro passarão por uma espécie de triagem para identificar lesões e outros possíveis problemas de saúde. Em boas condições, os bichos serão devolvidos à natureza, quando identificadas as origens.

“Caso precise de tratamento, o animal será atendido na clínica instalada no próprio Centro. Já os animais de tráfico terão um espaço especial reservado para a reabilitação antes de serem devolvidos ao seu meio ambiente”, explicou o biólogo da Semma, Daniel Contieri Rolim, na época.

Jardim Botânico

Um dos lugares pensados para a instalação do Centro é uma área desmatada da reserva de cerrado do Jardim Botânico. Entretanto, essa possibilidade, assim como outras, ainda está em estudo.  O Centro atenderá mamíferos, aves, répteis e anfíbios.

Jardim Vânia Maria

No dia 26 de fevereiro de 2015, o Corpo de Bombeiros foi acionado por populares que avistaram um veado-catingueiro em um terreno da rua Enio Ayres Prado, no Jardim Vânia Maria. Uma equipe do Zoológico de fez a sedação e o resgate do bicho.

Vila Regina

Parecendo uma bolinha de espinhos no alto de um poste de energia elétrica da avenida Doutor Adolpho Miraglia, na Vila Regina (região da Vila Universitária), um ouriço mobilizou uma ação de resgate do Corpo de Bombeiros, no início da manhã do dia 12 de novembro de 2014. Um trabalhador do local avistou o animal e acionou os bombeiros. Durante o resgate, a CPFL Paulista precisou interromper a energia naquela área.

Um tamanduá-bandeira foi resgatado no dia 19 de outubro de 2015 no Distrito de Tibiriçá. O animal foi visto por servidores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Sagra), que chegaram para o trabalho no Centro de Difusão de Tecnologia e encontraram o tamanduá “passeando” pelo local. A Polícia Militar Ambiental foi acionada juntamente com uma equipe do Zoológico de Bauru e capturaram o bicho nas imediações de um posto de saúde.

Um tamanduá-bandeira foi resgatado no dia 19 de outubro de 2015 no Distrito de Tibiriçá. O animal foi visto por servidores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Sagra), que chegaram para o trabalho no Centro de Difusão de Tecnologia e encontraram o tamanduá “passeando” pelo local. A Polícia Militar Ambiental foi acionada juntamente com uma equipe do Zoológico de Bauru e capturaram o bicho nas imediações de um posto de saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Das matas para a área urbana

A captura de animais de pequeno e grande portes deve ser feita da forma mais tranquila possível por agentes de órgãos especializados.

Na maioria das vezes, os animais que invadem as áreas urbanas são de pequeno porte e não oferecem muitos riscos à população, com raras exceções. Entretanto, todo encontro com animal silvestre, seja ele qual for, deve ser tratado com bastante cuidado para evitar acidentes, de acordo com as orientações da Polícia Militar Ambiental.

“Ao avistar um animal silvestre em quintais, árvores ou entre outros lugares, caso este não esteja oferecendo perigo, o recomendado é não assustá-lo, pois o mesmo irá embora sozinho”, recomenda o sargento Alex Ribeiro Radighieri, da Polícia Ambiental de Bauru.

Para a captura de animais de pequeno e grande portes, a contenção tem que ser feita da forma mais tranquila para não causar “stress” ao animal, ainda segundo o sargento. O procedimento para a sua recolha é tomado conforme a situação em que o bicho se encontra no local, para tanto, caso haja mesmo a necessidade de captura, o morador deve acionar a Polícia Militar Ambiental ou o Corpo de Bombeiros para realizar tal serviço com as técnicas que visam preservar a integridade física do animal.

“Contudo, é bom lembrar que o Artigo 29 da Lei 9.605/98 tipifica como crime a captura de animal silvestre sem a devida autorização do órgão ambiental competente”, grifa.

Na foto, um gambá capturado no Núcleo Geisel, em junho de 2015. Espécie típica do cerrado, mas cada vez mais adaptada ao meio urbano, o chamado gambá-de-orelha-branca ou saruê já é facilmente encontrado em vários bairros de Bauru.

Na foto, um gambá capturado no Núcleo Geisel, em junho de 2015. Espécie típica do cerrado, mas cada vez mais adaptada ao meio urbano, o chamado gambá-de-orelha-branca ou saruê já é facilmente encontrado em vários bairros de Bauru.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um veado da espécie catingueiro foi capturado pelo Corpo de Bombeiros na manhã do dia 26 de junho 2016, dentro de uma distribuidora, no bairro Otávio Rasi. Os funcionários chegaram para trabalhar e se assustaram ao ver o animal preso no pátio e acionaram o 192. O veado foi socorrido, mas não resistiu ao estresse e morreu.

Um veado da espécie catingueiro foi capturado pelo Corpo de Bombeiros na manhã do dia 26 de junho 2016, dentro de uma distribuidora, no bairro Otávio Rasi. Os funcionários chegaram para trabalhar e se assustaram ao ver o animal preso no pátio e acionaram o 192. O veado foi socorrido, mas não resistiu ao estresse e morreu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia 20 de julho de 2016, um jabuti foi encontrado atropelado por um carro no Jardim Araruna. O animal teve o casco trincado e foi levado para uma clínica veterinária particular. Ele foi resgatado por moradores. Embora seja considerado animal silvestre pela legislação brasileira, ele é comumente criado como animal de estimação

No dia 20 de julho de 2016, um jabuti foi encontrado atropelado por um carro no Jardim Araruna. O animal teve o casco trincado e foi levado para uma clínica veterinária particular. Ele foi resgatado por moradores. Embora seja considerado animal silvestre pela legislação brasileira, ele é comumente criado como animal de estimação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na manhã do dia 29 de janeiro de 2015 , um jacaré chamou a atenção dos bauruenses quando foi visto nadando no Rio Bauru, próximo ao terminal rodoviário, na avenida Nuno de Assis. A espécie, jacaré-de-papo-amarelo, é típica da região de Bauru e já foi considerada em extinção há 10 anos. Porém, foi retirada da lista

Na manhã do dia 29 de janeiro de 2015 , um jacaré chamou a atenção dos bauruenses quando foi visto nadando no Rio Bauru, próximo ao terminal rodoviário, na avenida Nuno de Assis. A espécie, jacaré-de-papo-amarelo, é típica da região de Bauru e já foi considerada em extinção há 10 anos. Porém, foi retirada da lista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://www.jcnet.com.br/Bairros/2016/09/calor-atrai-mais-animais-silvestres-para-a-cidade.html

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