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Com 700 animais internados em tratamento, Cras está superlotado

on julho 10 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Aves são animais mais traficados - Foto: Edemir Rodrigues

Aves são animais mais traficados – Foto: Edemir Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

Órgão orienta população sobre domesticação de animais silvestres

O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) chegou a lotação máxima com 700 animais em tratamento em Campo Grande. Conforme a coordenação do Centro, o local continuará recebendo animais, mas para que a situação não piore, é necessária conscientização da população sobre a domesticação de animais silvestres que acaba alimentando o comércio ilegal.

Estão abrigados no Cras animais de espécies diferentes de macacos, aves e onças. Destes, alguns nunca mais poderão ser reintroduzidos na natureza por causa do excesso de contato com o homem e as consequentes sequelas que sofreram. Exemplos são um macaco que teve a perna amputada após ser atacado por cão pit bull e onças separadas das mães ainda filhotes e que nunca aprenderam a caçar.

A coordenadora do Cras, Nara Teodoro Pontes, explica que a estimativa é que nove animais morrem para que apenas um chegue ao destino. A coordenadora relatou ter testemunhado diversas apreensões e detalha que os animais chegam bastante debilitados, acondicionados em caixas e empilhados. “Muitos chegam aqui já bem desidratados e acabam morrendo”, lembrou.

Ainda de acordo com a coordenação, os animais mais traficado em Mato Grosso do Sul são as aves, em especial o papagaio. Dados do Centro indicam que em períodos de reprodução das espécies, já foram entregues ao Cras mais de 2 mil papagaios apreendidos em operações da Polícia Militar Ambiental (PMA).

“Maioria das apreensões vem da região sul do Estado. Alguns animais chegam a ser comercializados em feiras”, detalha a coordenadora em nota divulgada pelo Governo. Os meses de setembro a novembro é a época em que aumenta o número das apreensões, principalmente filhotes.

CONSCIENTIZAÇÃO

A principal maneira de combate ao comércio ilegal de animais silvestres é por meio da conscientização da população. Ainda de acordo com a nota, se a demanda pela compra de animais silvestres diminui, a quantidade de animais comercializados ilegalmente também é reduzida. “As pessoas, em vez de querer ter um animal silvestre, que comecem mais a contemplar o animal na natureza, solto, o que não é tão difícil tendo em vista que nossa fauna é muito rica”, comentou a coordenadora.

Mesmo em lotação máxima, a coordenação ainda informa que o Centro vai continuar recebendo animais silvestres. “A maioria das aves tem condições de ser solta, os filhotes com grandes chances de retorno ao seu habitat. Principalmente porque a gente faz todo o trabalho direcionado à não domesticação, para eles não ficarem dóceis”, ressaltou. No entanto, é importante tentar inibir o comércio ilegal para que a situação não piore.

Ela lembrou que as pessoas que desejarem ter como animal de estimação um papagaio, por exemplo, podem fazer tudo da maneira legal, procurando criadouros certificados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/cidades/com-700-animais-internados-centro-de-reabilitacao-de-animais/307392/

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