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ComCiência – Mais visibilidade para o combate ao tráfico de animais no Brasil

on novembro 7 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Existem aproximadamente 400 quadrilhas internacionais especializadas no tráfico de animais silvestres, que chegam a retirar da fauna brasileira quase 38 milhões de espécimens anualmente. Dos animais traficados, 82% são aves, sendo que dessas, apenas uma entre dez sobrevivem após os processos de captura e transporte. Essa questão adquiriu ainda mais evidência nos cenários nacional e internacional com o anúncio do prêmio Sasakawa de Meio Ambiente 2003, da ONU (Organização das Nações Unidas), considerado a premiação máxima na área ambientalista, e comparável ao prêmio Nobel, que não contempla em sua premiação a categoria ambiental.

O Prêmio anunciado no dia 03 de novembro em Nairobi (Quênia) contemplou o ambientalista brasileiro Dener Giovanini, fundador e diretor da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais (Renctas). Giovanini receberá o prêmio do secretário geral da ONU, Koffi Annan, no dia 19 de novembro, em Nova Iorque (EUA).A premiação de US$ 200 mil será dividida com o responsável pela nova política de desenvolvimento sustentável da China, Xie Zhenhua, também indicado ao prêmio.

Segundo o diretor da Renctas, falta conhecimento da dimensão do problema pelos formuladores de políticas públicas, que se alia às deficiências vividas pelos órgãos fiscalizadores, que não têm pessoal, estrutura e recursos para um combate mais efetivo. “Esse prêmio vai fortalecer muito a visibilidade da necessidade do combate ao tráfico de animais silvestres no Brasil, e pode dar ao país a liderança mundial no combate a esta atividade criminosa. Além de me sentir honrado, vejo a minha responsabilidade crescer muito a partir de agora.” afirma Giovanini.

A Renctas, fundada em 1999, é uma organização não governamental criada para combater o tráfico de animais silvestres brasileiros. A rede de combate ao tráfico de animais realiza programas nacionais e internacionais de conscientização, elaborando banco de dados, dando suporte à fiscalização e oferecendo treinamentos e cursos de qualificação para agentes de fiscalização ambiental. Esses cursos são oferecidos em diversos estados brasileiros e contam com a participação de policiais federais e rodoviários, além de fiscais de orgãos ambientais, que recebem informações sobre os mecanismos de ação dos traficantes, facilitando a realização das apreensões.

Dados recentes da Renctas mostram que o Brasil fornece 95% das espécies silvestres vendidas ilegalmente. O tráfico de animais é o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e de armas, e chaga a movimentar de US$ 10 a 20 bilhões de dólares ao ano.

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