Related »

Contrabando ilegal afeta 18% de animais vertebrados, diz estudo

on outubro 9 | em Fauna na Mídia | by | with No Comments

Pesquisa aponta que aves e mamíferos são mais visados do que répteis e anfíbios

O calau- de-capacete é um dos animais ameaçados (Foto: Pixabay)

O Calau- de-capacete é um dos animais ameaçados (Foto: Pixabay)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma pesquisa publicada na revista Science revela que cerca de 18% de todas as espécies terrestres de vertebrados (aves, mamíferos, répteis e anfíbios) são afetadas pelo comércio ilegal de animais silvestres. As finalidades são muitas: para comer, fazer remédios ou mesmo ser criados como animais de estimação.

Segundo o estudo, bilhões de plantas e animais selvagens são negociados ilegalmente para atender a uma demanda global em rápida expansão, que arrecada entre US$ 8 bilhões e US$ 21 bilhões anualmente.

Os autores da pesquisa, vinculados a universidades norte-americanas e britânicas, avaliaram os efeitos do comércio de animais silvestres em mais de 31.700 espécies de vertebrados usando dados da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Flora e Fauna Silvestre e da Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). O resultado mostra que 5.579 espécies (aproximadamente 18% das espécies analisadas) são comercializadas. Aves e mamíferos são mais visados do que répteis e anfíbios.

As espécies comercializadas estão em classificações mais altas de ameaça de extinção em comparação àquelas que não são vendidas. A pesquisa revela que anfíbios e répteis são comercializados principalmente como animais de estimação (que inclui animais domésticos e para exposições, circos ou zoológicos); pássaros são domesticados e consumidos para alimentação, roupas e remédios – assim como mamíferos.

Os experts também perceberam que criaturas com corpos grandes são mais comercializadas do que aquelas com corpos pequenos. E os traficantes têm como alvo animais com características consideradas exóticas – o que inclui 3.196 espécies, segundo a pesquisa.

Para tentar frear o comércio de animais, a equipe desenvolveu um modelo para prever quais espécies atualmente têm um risco maior de ser comercializadas no futuro. Os cientistas se baseiam nos padrões das espécies favoritas dos contrabandistas e aplicam isso a animais com o mesmo “perfil”. Por exemplo, tem aumentado o comércio da ave Calau-de-capacete, que tem um “chifre” de queratina, semelhante ao marfim. A estrutura é usada para esculpir joias.

A equipe admite que o comércio de animais silvestres é difícil de ser combatido, já que muitos contrabandistas caçam ilegalmente. Eles sugerem políticas específicas vinculadas a acordos transnacionais, na esperança de que incentivos econômicos para proteção, e não exploração, ajudem comunidades locais a protegerem a biodiversidade.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/10/contrabando-ilegal-afeta-18-de-animais-vertebrados-diz-estudo.html

Pin It

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »

FACEBOOK

APOIADORES

Avina

CRT

Itapemirim

Juniclair

Wise
Scroll to top