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Desde 1750, leopardos perderam 75% de seu território

on maio 21 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Maio 20, 2016
Erica Goode para o “The New York Times International Weekly”
Folha de São Paulo

 

Área habitada pela espécie hoje é de apenas 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Foto: Dar Yasin/Associated Press

Área habitada pela espécie hoje é de apenas 8,5 milhões de quilômetros quadrados.
Foto: Dar Yasin/Associated Press

 

Os leopardos são reclusos e conhecidos por sua capacidade de adaptação, características que levaram alguns biólogos a supor que os animais ainda fossem relativamente abundantes na natureza.

No entanto, um estudo publicado na revista “PeerJ” sugere que os leopardos perderam até 75% de seu território desde 1750. Na época, os grandes felinos vagavam por cerca de 35 milhões de quilômetros quadrados na África, na Ásia e em partes do Oriente Médio. Hoje, essa área encolheu para apenas 8,5 milhões de km².

O estudo foi conduzido por uma equipe de 14 cientistas que representam 15 universidades e organizações, incluindo a Sociedade Zoológica de Londres, a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, a Sociedade Iraniana da Pantera, a National Geographic e a Panthera, organização global de preservação dos felinos.

Acredita-se que o estudo seja o primeiro a avaliar a situação global de nove subespécies do leopardo.

Devido às descobertas, o grupo especializado em felinos da União Internacional para Conservação da Natureza recomendou que o leopardo (Panthera pardus) seja reclassificado como “vulnerável” em sua Lista Vermelha de espécies ameaçadas, indicando que há necessidade de maiores esforços de preservação.

A espécie está listada atualmente como “quase ameaçada”, com três subespécies classificadas como “criticamente ameaçadas” e duas outras como “ameaçadas”.

Os leopardos foram e estão ameaçados pela destruição de seu habitat, pela caça de animais menores dos quais se alimentam, por matanças por vingança de agricultores que perderam gado, pelo comércio ilegal de peles e pela caça.

Os pesquisadores analisaram 6.000 registros de 2.500 locais e mais de 1.300 fontes para mapear o alcance atual e passado do leopardo (o ano de 1750 foi escolhido como ponto de partida por ser anterior ao início da Revolução Industrial e da era colonial na África).

O estudo revelou que o alcance do leopardo diminuiu entre 63% e 75%, com a diferença representando áreas onde os dados são menos claros.

Das nove subespécies, somente três estavam representadas em 97% do alcance atual do felino. Três outras subespécies —o leopardo árabe, o do norte da China e o de Amur, um felino peludo de clima frio, encontrado no leste da Rússia— mantinham apenas 2% de seu alcance histórico, segundo os pesquisadores.

Em grandes partes da Ásia, incluindo o Sudeste Asiático e o Oriente Médio, os leopardos quase desapareceram. Somente cerca de 17% do alcance atual dos grandes felinos estão em terras protegidas.

Mesmo em lugares onde os leopardos ainda ocupam áreas extensas, muitas vezes elas são fragmentadas, tendo seu habitat interrompido por fazendas, aldeias ou outros empreendimentos.

Isso não é um bom augúrio para certas subespécies de leopardos, que só mantinham alguns trechos de território, disseram os pesquisadores. Quanto mais núcleos de população densa de uma espécie existirem e quanto mais “corredores” permitam que os animais viagem de uma área a outra, maior a probabilidade de essa espécie sobreviver.

Os cientistas não têm estimativas confiáveis sobre o tamanho da população global de leopardos, e o estudo não pretendia oferecer essa estimativa.

“A maior ameaça ao leopardo em escala global é que ele tem estado fora do radar”, disse Philipp Henschel, da Panthera. “Ninguém realmente se importou com o leopardo porque todos supunham que ele fosse abundante.”

 

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

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