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Elefante se aventura na Somália e anima pesquisadores

on abril 2 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

POR JEFFREY GETTLEMAN – The New York Times International Weekly
ABRIL 1, 2016

Folha de São Paulo

Morgan, um macho de 30 e poucos anos, percorreu mais de 210 quilômetros em zona de guerra. Foto: Save the Elephants, via Agence France-Presse — Getty Images

Morgan, um macho de 30 e poucos anos, percorreu mais de 210 quilômetros em zona de guerra.
Foto: Save the Elephants, via Agence France-Presse — Getty Images

 

NAIRÓBI, Quênia — Recentemente, especialistas em elefantes do Quênia ficaram animados ao saber que um elefante havia entrado na Somália e sobrevivido.

Um dos países do mundo mais devastados pela guerra, a Somália tinha milhares de elefantes, porém eles foram dizimados nos anos 1980 e 1990 à medida que o país mergulhava no caos.

Pela primeira vez em décadas, pesquisadores disseram ter provas de que ainda resta uma pequena população de elefantes na Somália. A descoberta foi baseada na migração incomum de um grande macho chamado Morgan, que atravessou furtivamente a fronteira entre o Quênia e a Somália, provavelmente em busca de uma fêmea. Como Morgan usava uma coleira de rastreamento por GPS, descobriu-se que ele viajou mais de 210 quilômetros, principalmente à noite. Durante o dia, descansava no mato alto.

“Ele adaptou seu comportamento para sobreviver ao pior predador da Terra: o homem”, disse Iain Douglas-Hamilton, um dos cientistas que monitoram Morgan. “Seu comportamento é como o de um soldado de elite. Esconde-se de dia, mantendo-se fora da vista, e desloca-se rapidamente à noite”, disse.

A longa marcha de Morgan é um alívio diante de todas as más notícias referentes à situação dos paquidermes. Dezenas de milhares de elefantes foram mortos nos últimos anos por caçadores ilegais que cobiçam suas presas de marfim.

Tanzânia, Moçambique e República Democrática do Congo continuam sendo focos de caça ilegal. Com o passar do tempo, os caçadores estão se tornando mais sofisticados, perigosos e cruéis.

Recentemente, dois guardas do Parque Nacional de Virunga, no Congo, foram mortos por uma força rebelde notória por caçar animais. “Mais de 150 guardas perderam suas vidas em uma década aqui”, disse Emmanuel de Merode, o diretor do parque.

A situação dos rinocerontes é igualmente calamitosa. No ano passado, caçadores ilegais bateram o recorde: mataram 1.338 rinocerontes em toda a África, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza.

Pesquisadores de elefantes no Quênia dizem que a área na fronteira entre o Quênia e a Somália pode ter ficado mais segura para elefantes devido à presença de tropas quenianas no sul da Somália que combatem a facção extremista Al Shabaab. A estada de Morgan na Somália foi breve: ele passou apenas um dia e meio por lá, então voltou ao Quênia.

Douglas-Hamilton, que estuda elefantes há mais de 50 anos e fundou a organização Save the Elephants, disse estar “obcecado” pela viagem de Morgan. Ele supõe que o elefante, que tem 30 e poucos anos, tenha feito uma viagem semelhante há alguns anos e que teria uma vaga lembrança da rota. Provavelmente estava à procura de uma fêmea, disse Douglas-Hamilton, pois “não há muitos outros motivos para um safári como esse”.

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

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