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Em dois dias, FPI apreende mais de mil aves silvestres no interior de AL

on maio 11 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Em apenas uma casa, foram recolhidas cerca de 400 aves.
Algumas das espécies apreendidas estão ameaçadas de extinção.

Aves estavam em cativeiro ou sendo comercializadas ilegalmente (Foto: Divulgação/ MP-AL)

Aves estavam em cativeiro ou sendo comercializadas ilegalmente (Foto: Divulgação/ MP-AL)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em apenas dois dias de trabalho, a Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI), coordenada pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) já recolheu mais de mil aves silvestres que estavam sendo mantidas em cativeiro.

Em apenas uma residência visitada pela equipe Fauna do FPI no município de Palmeira dos Índios, foram encontrados cerca de 400 pássaros.

Segundo o MP, a maioria das aves, algumas delas em perigo de extinção, foram apreendidas nas feiras livres de Arapiraca, Girau do Ponciano, e nas zonas rurais de Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios.

Em Palmeira, não havia ninguém na casa onde foram apreendidas 400 aves, mas o responsável por elas foi identificado e diligências estão sendo realizadas na região para localizá-lo.

Até o momento, já foram recolhidas aves das espécies Galo-deCampina, Papa-Capim, Coleirinha, Curió, Caboclinho, Sanhaço, Azulão, Pássaro-Preto, Gavião Carijó, Sabiá, Canário-da-Terra e Tiziu. Além destas, Pintassilgo, Papa-Caju, Saira-Sete-Cores e Sangue-de-Boi, originários da Mata Atlântica e que estão em risco de extinção.

Alguns deles estavam acondicionados em pequenas caixas de madeiras, chamadas de “viajantes”, onde só cabe um animal. Outros foram encontrados em gaiolas e viveiros, que tinham mais aves do que a capacidade permitida.

“Muitas vezes essas pessoas não sabem o mal que estão fazendo ao meio ambiente. No caso dos pássaros, eles têm funções essenciais à natureza, como a reprodução de suas espécies, o controle de pragas que muitas vezes tomam conta de plantações e a disseminação de sementes”, explica o promotor de Justiça Alberto Fonseca, que coordena a FPI.

Os flagrantes realizados pela equipe Fauna da fiscalização configuram infrações previstas nos artigos 29 e 32 da Lei de Crimes Ambientais. A multa para quem for flagrado mantendo em cativeiro ou comercializando aves silvestres pode chegar a R$ 500 por ave apreendida. Se forem animais ameaçados de extinção, a multa chega a R$ 5 mil.

As aves resgatadas passarão por triagem e tratamento, antes de serem devolvidas à natureza.

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