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ABC Politiko – População não descarta invasão do país por potência estrangeira

on May 9 | in FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Ray Cunha

Brasília – Pesquisa feita pelo Ibope para a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) revela que 75% dos entrevistados crêem que o Brasil poderá ser invadido por outro país por causa de suas riquezas naturais. Essa opinião é comum entre todos os grupos em que foram divididas as pessoas ouvidas, mas jovens com ensino médio e renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos são os que mais temem a suposta invasão. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 143 cidades.

“Tal opinião é freqüente entre setores mais esclarecidos” – comentou o coordenador de Projetos do Ibope, Maurício Tadeu Garcia, referindo-se à suposta invasão do Brasil – aliás, da Amazônia. Entre parlamentares, crê-se que a possibilidade não é remota. O deputado José Sarney Filho (PV-MA) afirmou não haver risco imediato, mas que tal idéia poderia ganhar corpo diante da constatação de que o país não consegue proteger de forma adequada a região amazônica. O deputado Mendes Thame (PSDB-SP) concorda com Sarney Filho. “Sem mecanismos adequados de proteção, o país pode ficar à mercê de uma internacionalização da Amazônia.”

De qualquer modo, as Forças Armadas e a comunidade de inteligência estão atentas para a questão. O senador José Sarney (PMDB-AP) deu uma grande contribuição à segurança nacional com a criação do Projeto Calha Norte, quando presidente da República. O projeto povoou e desenvolveu áreas da fronteira amazônica.

Em reservas indígenas como a dos ianomâmis, em Roraima, do tamanho de Portugal e na fronteira, e onde está localizada a maior província de minerais estratégicos e preciosos do planeta, as Forças Armadas e a Polícia Federal são proibidas de entrar. Agentes de ONGs, pesquisadores e missionários em geral, estrangeiros, não.

Animais silvestres de estimação

Mesmo sabedores de que é crime, muitos brasileiros mantêm animais silvestres como bichos de estimação. No levantamento do Ibope, 30% dos entrevistados disseram que têm ou já tiveram animais silvestres. O maior índice foi registrado no Nordeste: 39%. Talvez porque a pesquisa não tenha chegado à Amazônia, onde ter animal silvestre como bicho de estimação, inclusive sucuri, é comum – e natural.

Para o coordenador geral da Renctas, Dener Giovanini, o resultado indica a necessidade de se modificar campanhas de conscientizaçã “Não precisamos mais dizer que é crime.  Agora, é a vez de alertar as pessoas que ao retirar um animal silvestre de seu hábitat elas rompem o equilíbrio ecológico e expõem a família a riscos de saúde. Ninguém sabe que tatu pode transmitir lepra e macaco, febre amarela”.

A pesquisa revela ainda que a maioria dos entrevistados estaria disposta a pagar mais por produtos que tivessem uma parte do valor destinada à proteção do meio ambiente. Para a maioria, também, o governo federal faz pouco pela proteção ambiental e o trabalho das Organizações Não-Governamentais não é reconhecido como confiável.

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