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Agência Minas – Exposição em aeroporto mostra danos do tráfico de animais

on September 11 | in FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

CONFINS (06/09/07) – Com o objetivo de sensibilizar e conscientizar sobre os danos do comércio ilegal de animais silvestres e estimular a preservação da biodiversidade no Estado de Minas Gerais, o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF), em parceria com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) e a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) inauguram na segunda-feira (10), no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins/MG, a exposição educativa sobre o comércio ilegal da fauna silvestre, “Humano e Selvagem – o limite da distância”.

A exposição faz parte da Campanha Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres nos aeroportos e irá acontecer no saguão principal do Aeroporto de Confins. No espaço, o público poderá assistir a vídeos ambientais, tirar dúvidas sobre a biodiversidade de Minas Gerais e receber materiais educativos. Também estarão expostas fotos de animais apreendidos, além de objetos usados por caçadores e traficantes para o transporte e venda de espécies.

Segundo o gerente de Proteção à Fauna, Flora e Bioprospecção do IEF, Miguel Ribon Júnior, Minas tem uma rica biodiversidade, que é cobiçada pelos traficantes de animais silvestres e, em muitos casos, os aeroportos são utilizados para este tipo de atividade criminosa. “A exposição é uma ferramenta importante para o combate do comércio ilegal de animais silvestres, pois é um trabalho que envolve educação ambiental, participação e colaboração dos diversos segmentos da sociedade”, afirma.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves é o quinto aeroporto a receber a campanha, que fica em cartaz até 14 de outubro. Na seqüência, a exposição vai para Recife, Salvador e Curitiba.

Tráfico de animais em Minas

Em Minas Gerais, as principais rotas do tráfico de animais são as regiões que fazem fronteira com outros estados, como o Triângulo Mineiro, o Nordeste, a Zona da Mata e o Noroeste. De acordo com o Diagnóstico do Tráfico de Animais Silvestres na Mata Atlântica – Corredores Central e Serra do Mar, elaborado pelo Renctas, as espécies de mamíferos mais apreendidas em Minas são gambás (30,8%), sagüis-de-tufo-branco (15,7%), capivaras (12,8%) e tatus (10,1%). Entre as aves, o canário-da-terra representa 35,3% das espécies apreendidas no Estado, seguida pelas aves do gênero Sporophila e pelo trinca-ferro, com 22,5 e 15,3%, respectivamente. Os répteis mais cobiçados pelo tráfico são o jabuti-piranga (63%), seguido pela cascavel (14,5%) e jararaca (7,7%).

“A lógica do tráfico é cruel: quanto mais ameaçada de extinção for a espécie, maior será o valor que ela alcançará no mercado ilegal”, afirma o coordenador-executivo da Renctas, Raulff Lima. De acordo com o coordenador, a captura de animais para comercialização ilegal consiste em uma das maiores agressões à manutenção da biodiversidade, colocando espécies brasileiras nativas sob risco de desaparecimento.

Segundo o Diagnóstico do Tráfico de Animais Silvestres, 26,4% dos animais apreendidos em Minas Gerais são destinados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 24,4% são reintroduzidos em seus hábitats, 14% são destinados a zoológicos e 8% para criadouros. Os outros 27% são incinerados ou doados para coleções de museus. “O comércio ilegal da vida selvagem é a terceira maior atividade ilícita do mundo, só perdendo para o tráfico de armas e de drogas. Estima-se que movimente entre US$ 10 a 20 bilhões por ano em todo o planeta e o Brasil participa com cerca de 10 a 15% deste valor”, finaliza Raulff Lima.

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