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Correio Braziliense – Protesto no Congresso

on November 18 | in FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

ONG alerta para risco de transmissão de doenças, como malária e febre maculosa, a partir da venda ilegal de animais silvestres no país

HÉRCULES BARROS

DA EQUIPE DO CORREIO

Quem leva animais silvestres para casa corre o risco de contrair doenças como malária, febres aftosa e maculosa e até a gripe aviária. O recado foi dado por cerca de 100 crianças ontem, em frente ao Congresso Nacional. Com máscaras no rosto, elas participaram de uma manifestação para alertar sobre a disseminação de doenças causadas pelo tráfico de animais silvestres. Os participantes do evento entregaram um documento com recomendações ambientais aos parlamentares presentes.

O protesto foi organizado pela organização não-governamental Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). “Ao retirar um animal silvestre ilegalmente da natureza e levar para o convívio com o ser humano corre-se o risco de levar uma bomba biológica, porque é um animal que não passou por nenhum controle ou fiscalização sanitária”, enfatizou o coordenador-geral da Renctas, Dener Giovanini. Para ele, as pessoas desconhecem os riscos do comércio ilegal para a saúde humana. “É importante que sociedade entenda isso e pare de comprar animais ilegalmente, ou vai continuar correndo risco de contrair uma doença grave”, ressaltou.

O deputado Sarney Filho (PV-MA) esteve presente na manifestação. Como líder do partido, ele destacou a necessidade de votação da lei que regulamenta o acesso aos recursos genéticos. Sarney Filho lembrou que ontem foi apresentado um pedido de re-cursos para a área. “Votamos um requerimento pedindo à Comissão de Orçamento que dote re-cursos para a Polícia Federal intensificar os trabalhos de combate o tráfico e para o Ibama fortalecer e capacitar seus quadros”.

Dados da Renctas dão conta de que 38 milhões de animais são comercializados ilegalmente a cada ano no Brasil. O mercado negro de bichos movimenta cerca de US$ 2 bilhões no país. “Isso representa 10% do tráfico mundial de animais”, afirma a médica veterinária Ângela Branco, coordenadora de projetos da Renctas. Os principais alvos do tráfico de animais silvestres são aves e primatas.

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