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Diário de S.Paulo – ONGs vão mapear toda a Mata Atlântica

on May 3 | in FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

DIMAS MARQUES

Objetivo é estudar a biodiversidade da fauna e flora e rastrear a ação de traficantes de animais

A Serra do Mar e o Vale do Ribeira serão as principais áreas de atuação da parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) no estado de São Paulo. As duas ONGs, que começaram a trabalhar juntas em novembro de 2002, pretendem preparar estudos sobre a biodiversidade da fauna nos 17 estados brasileiros com Mata Atlântica, mapear a atividade dos traficantes de animais e sugerir políticas públicas para resolver os problemas encontrados. “A grande estrutura da SOS em São Paulo ajudará muito na coleta de dados”, afirmou a coordenadora de projetos da Renctas, Mônica Koch.

Segundo o coordenador-geral da Renctas, Dener Giovanini, as atividades das duas ONGs se complementam. “Nós atuamos com a fauna e a SOS Mata Atlântica com a flora. Essa união permitirá o desenvolvimento de um trabalho ainda inédito no país”, disse. A Renctas já tem várias informações sobre a coleta ilegal de animais no Vale do Ribeira e na Serra do Mar, regiões onde a Mata Atlântica é mais preservada e há abundância de vida animal.

O desenvolvimento dessa parceria, denominada “União pela Fauna da Mata Atlântica”, acontecerá em três fases (que formarão o “Programa Nacional para Conservação da Fauna da Mata Atlântica”). Na primeira, as duas ONGs prepararão um grande banco de dados sobre o ecossistema. Serão feitos relatórios e mapas com informações sobre as espécies existentes e ameaçadas pelo tráfico, os locais onde os animais são capturados e as rotas para exportação da fauna e seus subprodutos (peles, penas, garras, veneno) para o mercado externo e interno — São Paulo e a região metropolitana estão entre os principais mercados consumidores do país.

Um sistema de monitoramento de animais e das pressões que sofrem do homem também deverá ser estruturado para manter atualizado o banco de dados.

Na segunda fase, as ONGs pretendem atuar com educação ambiental. Campanhas na mídia, seminários e cursos de capacitação para fiscais serão preparados. “Cada estado tem sua peculiaridade e isso será levado em conta”, disse Mônica.

O programa estará completo com a elaboração de propostas de políticas públicas. A intenção é identificar falhas ou lacunas na legislação ambiental para propor soluções.

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