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Jornal Cruzeiro do Sul – Sorocaba/SP – Moradora de Sorocaba (SP) tem dificuldade para remover animal silvestre

on January 22 | in Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Foi com um susto que Márcia Regina Claro, moradora da rua Antenor José Belini, no Jardim Bandeirantes, em Sorocaba, viu o filhote de um animal, que pensou ser capivara, escondido perto da garagem da casa dela, ontem, por volta das 9h.

O bicho estava entre o muro e um abrigo de caixas de papelão, parecia assustado e se irritava quando alguém chegava perto.

“Liguei nos Bombeiros, pedindo que viessem para retirar, mas eles alegaram que não poderiam vir porque o animal não estava dentro da minha casa”, conta. Márcia ficou com medo de que o mamífero pudesse entrar em sua casa ou se perder pelo bairro. “Tenho medo que ele entre na minha casa e minha cachorra, que é brava, pegue o animal. Ou ainda que alguma criança acabe sendo machucada. Coitado, está assustado”, ressalta.

A moradora diz não saber de onde o bicho poderia ter vindo. “Aqui no bairro nunca aconteceu de aparecer um animal assim, diferente. Tem uma chácara aqui perto, mas é toda fechada, não poderia ser de lá”.

Também foi feito contato com a Zoonoses e a informação foi de que a retirada do animal não poderia ser feita porque o órgão não teria o equipamento necessário para a realização do serviço. Já a Polícia Ambiental informou que não poderia apreender o roedor por ele estar solto, e que uma equipe do Zoológico é que deveria apreender o animal.

Já a Prefeitura, através da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), esclareceu que ao observar a foto publicada ontem no site do jornal Cruzeiro do Sul a conclusão é de que não se trata de uma capivara, mas sim de um ratão-do-banhado. A equipe do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros disse que tentou entrar em contato via telefone com a munícipe, mas não obteve sucesso. “Trata-se de um animal inofensivo e muito possivelmente ainda nesta quarta-feira (22) não estará mais na residência da munícipe, seguindo seu rumo natural”, orientou o Zoo por meio de nota enviada na tarde de ontem ao jornal.

A sugestão da equipe do Zoológico foi para que Márcia prendesse o seu cachorro e não deixasse as crianças se aproximarem do animal.

Na noite de ontem, a reportagem entrou novamente em contato com Márcia e ela contou que um de seus vizinhos, também temeroso com a presença do animal, resolveu chamar o Corpo de Bombeiros e dessa vez o animal foi retirado e, conforme o cabo Arruda, devolvido a seu habitat natural. A Secretaria do Meio Ambiente aproveitou para informar que quando animais silvestres estiverem machucados, correndo algum tipo de risco ou ainda ameaçando de alguma forma uma pessoa, os munícipes devem ligar para o Corpo de Bombeiros (199) ou para a Polícia Ambiental, órgãos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente responsáveis pelo manejo de animais silvestres em vida livre.

O papel do Zoológico nesses casos é de, quando acionado por um desses órgãos (Bombeiros ou Polícia Ambiental), receber o animal no parque e dar todo o apoio logístico (mão de obra, material e conhecimento técnico) necessário para que ele sobreviva, caso esteja machucado, e quando possível retorne ao seu habitat natural.

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