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O Tempo – O triste mundo do tráfico de animais

on March 11 | in FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

A próxima terça-feira, dia 14, deve ser lembrada como o Dia dos Animais, mas há pouco a se comemorar no Brasil, principalmente no que diz respeito às espécies silvestres. Isso porque existe um triste comércio ilegal de animais em nosso país, no qual as aves ocupam a maior parcela.

E o pior é que quanto mais rara a espécie, mais cara ela custa – e por isso elas vivem no alvo dos contrabandistas. O tráfico da vida selvagem é hoje um dos principais fatores do desaparecimento da fauna brasileira.

Segundo dados da Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), esse comércio movimenta entre US$ 10 e US$ 20 bilhões em todo o mundo, colocando a modalidade na terceira maior atividade ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. O Brasil participa com 15% desse valor.

Triste realidade
As estatísticas assustam. São cerca de 38 milhões de espécies vendidas ilegalmente por ano e, de cada 10 animais traficados, apenas 1 chega ao seus destino final. Nesse cenário, o transporte das espécies revolta: na maioria das vezes, é feito em malas, com os animais amarrados.

Os animais têm finalidades distintas nas mãos dos traficantes. As belas aves, como araras e papagaios, são negociados com colecionadores. Há também animais capturados para rinhas, como o canário da terra. Tatu e veado entram na lista dos caçados como carne exótica.

Outro tipo – e considerado como um dos piores – é a biopirataria. Para ter uma idéia, um grama de veneno de aranha ou cobra custa US$ 15 mil.

A Lei de Crimes Ambientais, criada em fevereiro de 1998, considera animais, seus ninhos, abrigos e criadouros naturais propriedade do Estado e caracteriza como crime inafiançável a compra, venda, criação ou qualquer outro negócio envolvendo animais silvestres.

Denunciar é fácil
O cerrado e florestas brasileiras são alvos constantes deste mercado ilegal. O Ibama e organizações não-governamentais insistem em alertar que uma das formas de combater este problema é com a ajuda da sociedade civil.

Não compre animais silvestres. Denuncie. A Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) recebe denúncias pelo site www.renctas.org.br

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