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Pesquisadores do ES criam software para atualizar lista de espécies ameaçadas de extinção

on May 2 | in Fauna na Mídia | by | with No Comments

Foto: Leonardo Merçon/Últimos Refúgios

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Programa se transformou em um banco de dados com mais de um milhão de informações, que estão sendo discutidas em um evento em uma universidade em Vila Velha.

Pesquisadores capixabas criaram um software para atualizar a lista de espécies que podem entrar em extinção, que se tornou exemplo na área ambiental em todo o país. O programa se transformou em um banco de dados com mais de um milhão de informações, que estão sendo discutidas em um evento em uma universidade em Vila Velha.

“Esse software é pioneiro em nível nacional, nós somos o segundo estado do Brasil que revisa a lista e somos o primeiro e único que estuda toda a diversidade do Estado”, explicou o biólogo coordenador do projeto, Cláudio de Fraga.

Com esse banco de dados, foi aberta uma consulta em que 750 pesquisadores de todo o mundo puderam contribuir com mais conhecimento.

Banco de dados mostra animais ameaçados de extinção — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Banco de dados mostra animais ameaçados de extinção — Foto: Reprodução/TV Gazeta

“O que vem pra gente de informação é muito mais rico, muito mais poderoso, então nossa lista vai ser a melhor lista estadual do Brasil, sem a menor dúvida”, defendeu Cláudio.

Todas essas informações estão sendo discutidas em um evento em uma universidade em Vila Velha, que termina nesta quarta-feira (1º). São pesquisadores, ambientalistas, gestores de unidades de conservação, um total de 160 pessoas divididas em 11 salas, compartilhando conhecimento.

O pesquisar Ricardo Lourenço de Moraes é de Maringá, no Paraná, e contou que ficou impressionado com a tecnologia desenvolvida no Espírito Santo.

“Uma das principais coisas que eu pretendo levar daqui é esse software, esse sistema que está sendo utilizado aqui, que é muito inovador, muito dinâmico e provavelmente vai auxiliar todas as espécies de todos os outros estados”, disse.

Dessas salas de estudo e debate sairá a base para desenvolver políticas públicas voltadas para o Meio Ambiente.

“A quantidade de espécies que a gente acha ameaçadas, em determinadas áreas, podem definir a área de conservação, zoneamento ambiental, áreas onde a gente pode ou não colocar certo empreendimentos, dependendo dos impactos”, falou o coordenador de Fauna do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), Weslwi Pertel.

Encontro de pesquisadores em Vila Velha — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Encontro de pesquisadores em Vila Velha — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Lista

Em uma lista antiga, de 2005, estão 951 espécies da fauna e da flora capixaba que correm risco de desaparecer.

Agora, com o programa, a listagem está sendo atualizada. Os pesquisadores acreditam que o número vai aumentar por causa de vários fatores, entre eles o desastre no Rio Doce com os rejeitos de minério da Samarco, a febre amarela e também a mineração de rochas ornamentais.

“Quando você joga dejetos de mineração dentro de uma calha de rio, tudo passa a estar ameaçado. No caso da febre amarela, macacos que não estavam ameaçados, passaram a ficar ameaçados. Na mineração de rochas ornamentais também, que a gente olha como um produto do Espírito Santo, as plantas são tiradas de cima e mineram as pedras. Isso nunca foi levado em consideração”, explicou Cláudio de Fraga.

Assista à versão desta reportagem que foi ao ar no Bom Dia ES

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