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Portal Globo.com – G1 – Captura e venda de caranguejo-uçá estão proibidas até março no Amapá

on January 2 | in Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Espécie entrou em período de defeso desde o dia 1º de janeiro.
Descumprimento da norma acarreta em multa e apreensão de bens.

Abinoan Santiago – Do G1 AP

A proibição da captura e comercialização do caranguejo-uçá no litoral do Amapá iniciou na quarta-feira (1º), conforme portaria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

O período defeso da espécie vai até março e pretende preservar a reprodução do crustáceo na costa do estado. Quem for flagrado vendendo ou transportando o caranguejo será autuado, multado e terá os bens apreendidos.
Segundo o diretor técnico do Instituto de Meio Ambiente do Amapá (Imap) Uédio
Leite, apesar de a maior incidência do caranguejo ocorrer no litoral dos municípios de Amapá, Calçoene e Oiapoque, as fiscalizações contra a captura e venda do crustáceo será intensificada em terminais portuários e pontos de comercialização de pescado de Macapá e Santana.
“Por causa da dificuldade de acesso à costa do Amapá nesse período chuvoso, o Imap está montando um esquema com barreiras em Macapá e Santana para que a espécie não seja sofra perseguição nesse período de defeso, quando acontece a reprodução do caranguejo”, reforçou Leite.
Durante a proibição da captura, os pescadores devem procurar a colônia da categoria onde são registrados para garantirem o seguro defeso. O dinheiro é depositado pela União na conta corrente do beneficiário.
De acordo com Uédio Leite, além do caranguejo, outras espécies estão no período de defeso neste início de ano. O procedimento é estabelecido para manter saudável a cadeia produtiva dos pescados.
“O aumento populacional ou de consumo, provoca uma pressão em cima do recurso natural. Por isso deve haver um controle para não correr o risco da espécie desaparecer”, concluiu o diretor técnico do Imap.
Vendendo cinco caranguejo aos preço de R$ 10, o ambulante Augusto dos Santos, de 69 anos, afirma que o período de defeso do carangejo-uçá prejudica o rendimento mensal.
Ele compra o crustáceo de atravessadores que capturam a espécie na costa de Amapá, a 302 quilômetros de Macapá. “Eu consigo cerca de R$ 600 a R$ 1 mil por mês com a venda do caranguejo. Agora, com essa proibição, o meu rendimento deve cair pela metade. Sem contar que o aviso do período de defeso é feito sempre em cima da hora”, reclamou Santos, que há 14 anos trabalha vendendo caranguejo em Macapá.
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