Related »

Portal Globo.com – G1 – Filhote 'Pavãozinho-do-Pará' nasce no Mangal das Garças, em Belém

on February 2 | in Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Este é o segundo filhote que nasceu em cativeiro no parque zoobotânico.
Filhote da espécie nasceu, pela última vez fora do estado, no RJ, em 1960.

Do G1 PA

Pavãozinho do Pará Mangal das Garças Belém (Fot Divulgação)
Segundo filhote de “Pavãozinho-do-Pará” nasceu em cativeiro, no Mangal das Garças.
Foto: Divulgação

O segundo filhote de “Pavãozinho-do-Pará” nasceu no Parque Zoobotânico Mangal das Garças, em Belém. O nascimento do primeiro da espécie (Eurypyga helias) no local foi em 2013, após décadas sem reprodução do animal no Brasil. O fato foi comemorado por pesquisadores da área, pois o último registro do nascimento de um filhote da espécie foi em 1960, no Rio de Janeiro.

O parque vem trabalhando na reprodução em cativeiro de várias espécies de aves que habitam o local. Conhecido também como “pavão-papa-moscas”, o pavãozinho-do-Pará habita ainda áreas do México, da Argentina e do Uruguai. No Brasil, é encontrado na região amazônica, além do norte do Mato Grosso, Goiás e Piauí.

Desde 2009, animais da espécie vivem no Borboletário do Mangal, devido às semelhanças com seu habitat, caracterizado por áreas de solo úmido, como margens de rios, lagos e igarapés. No local, eles se alimentam de camarão, ração e larva de besouro. No parque, já são sete aves da espécie pavãozinho-do-Pará: três fêmeas e dois machos adultos e mais dois filhotes.

“A reprodução é o melhor indicativo de bem estar animal, devido à ambientação e alimentação adequadas. O filhote nascido em 2013, hoje é considerado juvenil. O Mangal das Garças é o único zoológico brasileiro que mantém a espécie em cativeiro, com relatos de reprodução com sucesso”, informou Stefânia Miranda, veterinária do Mangal.

Nas árvores, o ninho do pavãozinho-do-Pará é feito com fibras, folhas, musgo e raízes. A espécie coloca um ou dois ovos, que são chocados por até 27 dias. Para proteger o ninho de predadores, especialmente roedores, a mãe finge estar ferida ou mostra sua plumagem, emitindo um som parecido com o sibilar da cobra.

Os pais são responsáveis pela criação do filhote. No parque, enquanto a mãe protege-o no ninho, o pai busca os alimentos para o animal. Em cativeiro, a ave pode viver mais de 25 anos, devido à alimentação farta e à falta de predadores. Na natureza, vive cerca de 20 anos.

Com 40 mil m², o Mangal das Garças oferece um habitat adequado para a reprodução de seus mais de 500 animais, de 59 espécies. Este ano, colhereiros, socozinhos, marrecas (das espécies Irerê, Asa-de-seda e Cabocla), guarás e o pássaro trinca-ferro já se reproduziram no parque.
Pin It

Related Posts

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

« »

Scroll to top