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Portal Globo.com – G1 – Tráfico de animais usa rota da droga na América Latina, dizem autoridades

on January 1 | in Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Criminosos escoam espécies nativas da AL para a Europa pela Espanha.
Serviço de proteção espanhol diz que mercado é difícil de combater.

Da EFE

O tráfico ilegal de espécies ameaçadas passou a utilizar as mesmas rotas do tráfico de drogas para sair da América Latina rumo à Espanha, de acordo com autoridades do país europeu.

Segundo o capitão do Serviço de Proteção da Natureza da Guarda Civil da Espanha, Salvador Ortega, alguns narcotraficantes já alteraram seus negócios pelo mercado de animais exóticos, considerado muito mais lucrativo e menos arriscado.

Ainda de acordo com Ortega, a Espanha é um ponto importante para a entrada de espécies protegidas vindas da América Latina rumo a países da Europa. O tráfico ilegal de animais é “muito lucrativo” e a tendência é que não diminua, já que a infração é considerada leve (se comparada a do tráfico de drogas) e é mais lucrativo.

Transportar um pequeno ovo, por exemplo, não levanta suspeita. Mas dentro dele se esconde uma determinada espécie de papagaio que pode custar mais de 15 mil euros (cerca de R$ 48.700). Répteis e anfíbios, além de papagaios, são os animais mais traficados.

Distribuição de cães de raça

Outro mercado ilegal que as autoridades espanholas tentam inibir com sucessivas campanhas anuais de inspeção é o da distribuição irregular dos cachorros de raça, que, de acordo com Ortega, resultou no fechamento de estabelecimentos e adequação de outros.

O preço dos bichos criados nas chamadas “fábricas de animais de estimação”, localizadas principalmente na Eslováquia, República Tcheca e Hungria, é similar ao que se pode comprar em um criador certificado, mas foi adquirido pelo vendedor por, no máximo, 40 euros (cerca de R$ 130).

“Muitos destes animais morrem durante o transporte ilegal, já que vêm em péssimas condições sanitárias e são menores do que o permitido pela a norma europeia (três meses e 21 dias)”, acrescentou o capitão. “É um problema que foi além, porque é cada vez mais fácil comprar os animais de estimação através da internet”, complementou.
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