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Estudo das Capivaras entra em terceira fase para monitorar animais

on julho 4 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Capivaras sob monitoração foram solta na Lagoa do Taquaral.  (Foto: Reprodução/ EPTV)

Capivaras sob monitoração foram solta na Lagoa do Taquaral. (Foto: Reprodução/ EPTV)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O estudo das capivaras em Campinas (SP), principalmente na Lagoa do Taquaral, um dos principais pontos de lazer e prática de esportes da cidade, entrou em sua terceira fase, após a soltura dos animais na Lagoa. A tentativa de reduzir a quantidade desses animais não é recente e começou após a morte de três funcionários do Lago do Café, entre 2008 e 2010, que funcionava próximo ao local.

Em visitas ao Parque Portugal, a equipe do G1 chegou a flagrar os animais no ano passado, inclusive com filhotes, espalhados pelo entorno. No total, a Prefeitura realizou três tentativas de retirada, sacrificando-os, mas sem sucesso, já que novos sempre surgiam pelos arredores da Lagoa.

Entenda o caso
Um pesquisador da Prefeitura de Campinas recebeu autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) em outubro do ano passado para castrar um grupo de 16 capivaras que viviam no interior do Parque. Essa autorização é válida até dezembro deste ano.

O pesquisador Paulo Felippe afirma que esse processo de castração apresentou algumas dificuldades, devido características desses animais. “Esses animais apresentam particularidades anatômicas diferentes, eles não têm o escroto, o testículo é intra-abdominal, então tem particularidades que precisávamos aprender”, diz.

Capivaras encontradas na Lagoa do Taquaral, em Campinas (Foto: Reprodução EPTV)
Capivaras encontradas na Lagoa do Taquaral, em Campinas (SP)
(Foto: Reprodução EPTV)

Terceira etapa
Já na segunda etapa, ficou comprovado que as capivaras estavam livre dos parasitas, após o uso de três tipos de carrapaticidas. Devido a isso, elas retornaram para a Lagoa e, a partir de agora, a fase consiste em um monitoramento do comportamento desses animais.

Para isso, nove animais receberam um chip, para que os pesquisadores possam entender o caminho que costumam percorrer e se vão permitir novos grupos no local. “Por serem territorialistas, elas evitam a entrada de outros grupos de fora, que não estão com carrapaticidas, que não estão castrados, então elas podem evitar a entrada desses grupos”, afirma Paulo.

Abate de animais
Entre 2008 e 2010, três funcionários da prefeitura que trabalhavam no Lago do Café morreram com febre maculosa. Em 2011, 20 capivaras que estavam confinadas no local foram abatidas. Os animais receberam um sedativo antes da aplicação de uma injeção letal, que provoca parada cardíaca. Depois do abate, eles receberam um carrapaticida e foram levados para um aterro.

A decisão causou polêmica e fez com que ambientalistas protestassem na Justiça. Após a morte dos funcionários, entre 2006 e 2008, o Lago do Café ficou cinco anos fechado e foi reaberto em 2013.

Sintomas
De acordo com a Secretaria de Saúde, em 2015 nenhum caso da doença foi confirmado até abril. No entanto, no ano passado foram sete registros. A febre maculosa é uma doença grave, transmitida pelo carrapato-estrela.

Os sintomas podem demorar de 5 a 14 dias para se manifestarem e são febre alta, dor de cabeça, dor muscular intensa e manchas avermelhadas pelo corpo.

Animais hospedam carrapatos, que podem transmitir a febre maculosa (Foto: Reprodução/EPTV)

Animais hospedam carrapatos, que podem transmitir a febre maculosa (Foto: Reprodução/EPTV)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/07/estudo-das-capivaras-entra-em-terceira-fase-para-monitorar-animais.html

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