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Família de bugios se despede de Zoo em Ribeirão Preto e ganha floresta como lar

on junho 27 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Animais foram transferidos para área de preservação em Matão, SP.
Especialistas demoraram seis anos para reagrupar macacos resgatados.

27/06/2016 – 18h42 e atualizado às 18h43
Do G1 – Ribeirão e Franca

 

Animais ficaram seis anos nas dependências do bosque Fábio Barreto em Ribeirão Preto. Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Animais ficaram seis anos nas dependências do bosque Fábio Barreto em Ribeirão Preto.
Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

 

Animais foram levados para área de preservação com 5 mil hectares em Matão. Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Animais foram levados para área de preservação com 5 mil hectares em Matão.
Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

 

Uma família de macacos da espécie bugio, há seis anos no Bosque Fábio Barreto em Ribeirão Preto (SP), ganhou um novo lar nesta segunda-feira (27).

Os animais foram levados para uma área com cinco mil hectares de floresta preservada em Matão (SP).

Cada membro foi resgatado separadamente pela Polícia Militar Ambiental em diferentes situações. “O macho veio de uma área de inundação. A fêmea chegou com a pata quebrada, mas pode ter sido por conta de uma briga no seu antigo grupo. Nós juntamos mais dois filhotes que nasceram aqui e conseguimos agrupá-los”, afirma Alexandre Carvalho Gouvêa, zootecnista e chefe do bosque.

Gouvêa afirma que foram seis anos de trabalho e esforço da equipe para unir o grupo de bugios. Apesar de ter havido muitos e muitos beijos, a família deu certo. “Nesse meio tempo ocorreram brigas, nós tivemos que separar, mas no final deu tudo certo. E isso que é o gostoso, o final feliz. É uma alegria para gente conseguir esse pareamento depois de anos de trabalho”, diz.

Junto com a família, outro macho foi transferido para a área de preservação com o objetivo de ser integrado ao grupo. “Foi um macho sozinho para tentar fazer o pareamento, que é a maior dificuldade. Constituir um grupo”, explica.

Ao todo, mais dois grupos vivem no zoológico em cativeiro. Outros dois grupos vivem livremente na área do Morro do São Bento – o mais antigo tem 11 membros e o mais recente tem nove.

Entre os que vivem no zoológico, Gouvêa afirma que o maior desafio de reintegrá-los à natureza é encontrar áreas de preservação. “Tem mais três para ir. Desses três tem um macho e uma fêmea que procriaram e tiveram um filhote há uns 30 dias. Agora falta área para soltura. Isso está muito difícil, as cidades vão crescendo e vai ficando sem matas”, lamenta.

O zootecnista alerta para a importância da preservação da espécie que é a principal aliada do reflorestamento. “Eles são os verdadeiros operários das nossas florestas, onde tem floresta tem que ter o bugio. Eles fazem a disseminação das sementes através das suas fezes, porque se alimentam de folhas e frutos, e como eles andam por toda floresta, vão semeando e reflorestando”, explica.

ASSISTA ao vídeo da matéria.

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

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