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FPI do São Francisco resgata 2.040 animais no Sertão alagoano

on dezembro 3 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Espécies ameaçadas de extinção foram resgatadas e reintroduzidas na natureza. FOTO: DIVULGAÇÃO MPE

Espécies ameaçadas de extinção foram resgatadas e reintroduzidas na natureza. FOTO: DIVULGAÇÃO MPE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante a Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco da Tríplice Divisa (FPI do São Francisco), 2.040 animais, sendo a maioria pássaros, inclusive espécies ameaçadas de extinção e outras não nativas da fauna alagoana, foram resgatadas.

Após passarem pelo centro de triagem, 1.292 foram reintroduzidos na natureza em seis momentos diferentes. Uma força tarefa, envolvendo 10 profissionais entre biólogos, veterinários e estagiários das áreas, esteve aposta para que os animais fossem tratados e analisados antes de sua reintrodução na natureza.

Os animais foram apreendidos enquanto estavam à venda em feiras ou mesmo sendo criado em cativeiros, ato proibido claramente pela lei nº 9.605 /98, que expressamente proíbe a utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha de animais silvestres. Grande parte estava nos municípios de Arapiraca, Olho d´Água das Flores, São José da Tapera, Monteirópolis, Delmiro Gouveia, Piranhas, Olho d?Água do Casado, Palmeira dos Índios e Mata Grande.

“O trabalho desenvolvido pela equipe de fauna é resgatar animais em condições de maus tratos ou que são criados ilegalmente, sempre atrelado à conscientização ambiental. Os animais que chegam na base para triagem chegam em péssimas condições de má higiene, presos em gaiolas praticamente do tamanho de seus corpos e com ausência de comida. Alguns animais chegam enfermos ou debilitados”, afirmou Ana Cecília, coordenadora do centro de triagem.

Segundo a coordenadora, são levados para o centro de triagem os animais que ainda não estão em condições de voltar para a natureza. “Vão para lá os animais que estão com penas faltando, patas quebradas, em muda de penas ou mesmo os que são tirados muito novos do ninho, principalmente os periquitos e papagaios, que são retirados da natureza ainda muito novos e a reintrodução fica bem complicada. Então, temos essa etapa no Cetas e, se mesmo assim não houver condições de reintrodução, enviamos para viveiros especializados em animais”, disse a veterinária em tom de tristeza.

Animais resgatados foram encaminhados para o centro de triagem. FOTO: DIVULGAÇÃO MPE

Animais resgatados foram encaminhados para o centro de triagem. FOTO: DIVULGAÇÃO MPE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com o término desta etapa da FPI, o restante foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que fica na sede do  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em Maceió.

“Nosso trabalho é lutar para salvar cada um deles, é deixá-los em condições melhores, tratá-los e destiná-los corretamente. A equipe de fauna da FPI é uma equipe que resgata, conscientiza, salva e liberta. E nossa base ou nossa triagem foi pensada para os vários estágios que um animal nessa situação de cárcere pode se encontrar”, declarou.

Animais em extinção

Ainda durante a Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, os biólogos e veterinários se depararam com duas espécies de pássaros ameaçados de extinção: os pintassilgo-do-nordeste e a Araponga Barbela.

“Isso é uma tristeza. A araponga é uma ave bem rara e, pelo seu estado, veio de muito tempo em cativeiro. Esses animais passam por maus tratos, a situação de alguns é chocante. E os donos acham que, mesmo eles presos e com pouca comida, estão sendo bem tratado. Não estão. E, como se isso não bastasse, ainda encontramos animais na lista de extinção. Claro que eles passarão por um período de reabilitação e retornarão para a natureza”, afirmou.

Também foram encontradas espécimes que não são nativas da caatinga alagoana. Segundo a coordenadora, foram encontradas exemplares do Trinca Ferro Verdadeiro, com origem no sul e sudeste da Bahia e o Papa Capim de Coleira, também encontrado originalmente no sudeste da Bahia.

“Esses animais, nós conseguimos transferir para a equipe de fauna da Bahia, para que eles sejam reintroduzidos em suas regiões de ocorrência. Só uma ressalva para os Papa Capim de Coleira, que foram levados para o Cetas. Mas assim que eles estiverem reabilitados serão encaminhados para seu habitat de origem”, disse.

Além dos pássaros, que foi a maioria dos animais resgatados, ainda foram encontrados em condições de cativeiro repteis, como iguanas e jabutis, e mamíferos a exemplo de macacos pregos. Alguns animais domésticos e exóticos, como coelho, também foram resgatados por estarem em péssimas condições.

Fonte: http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia.php?c=23221

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