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IAP tem fila para adoção de animais silvestres

on janeiro 24 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Foto: IAP

Foto: IAP

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) colocou para adoção os animais silvestres que foram apreendidos e não podem voltar para a natureza, com o objetivo de inibir o tráfico. Desde a publicação da portaria que permite a adoção, pulicada em julho de 2017, onze bichos já foram entregues para os tutores.

“A ideia é criar uma alternativa de destinação, para que os animais sejam bem cuidados e as pessoas não precisem comprar animais ilegalmente”, diz o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

O interesse das pessoas em adotar os animais resgatados é grande. De julho a dezembro o instituto já havia recebido mais de 1,3 mil cadastros de possíveis guardiões. As cidades que concentram o maior número de cadastros são Curitiba, São José dos Pinhais e Ponta Grossa. De todos os cadastros, apenas 76 foram aprovados pelo IAP, pois a maioria não atende aos critérios exigidos ou não apresenta toda a documentação necessária para a adoção, o que inviabiliza a continuidade do processo.

De acordo com a diretora de Avaliação de Impacto Ambiental e Licenciamentos Especiais do IAP, Edilaine Vieira, a procura pela adoção de animais silvestres foi acima do esperado. “Nós recebemos um número grande de cadastros, mas a maioria das pessoas pensa que cuidar de um animal silvestre é como cuidar de um animal doméstico. Muitos animais silvestres que são doados não podem voltar à natureza justamente por estarem machucados e precisam de cuidados especiais e acompanhamento médico”, explica.

Um dos animais silvestres que encontrou um lar é Godofredo – tartaruga tigre d’água que já está há cerca de quatro meses com o guardião Jean Carlos Helferich, servidor do IAP e pai de duas crianças. A tartaruga foi apreendida em uma operação de fiscalização do escritório regional de Curitiba após uma denúncia, e esteve sob guarda do IAP por dois dias até ser destinada ao guardião.

“Tenho dois filhos pequenos que queriam um animal de estimação, mas como eles têm rinite e bronquite não podia ser um animal com pelos. Por isso, eu decidi me cadastrar para adotar um animal silvestre e, além da tartaruga, coloquei como opções papagaios e pássaros em geral”, conta Helferich.

O que o tutor precisa?

Para adotar um animal silvestre, o interessado precisa ter um recinto com as condições adequadas aprovado pelo IAP, comprovar condições financeiras para manutenção do animal e um profissional para fazer o acompanhamento.

Ao se cadastrar no site do IAP, o interessado indica quais os animais de sua preferência. O Instituto entra em contato quando houver disponibilidade do animal indicado, já que a lista de espera é de pessoas que desejam adotar, e não de animais apreendidos. O candidato a tutor deve preencher todos os dados do site e encaminhar toda a documentação necessária.

“Depois que eu me cadastrei levou cerca de um mês até a tartaruga ser adotada, um tempo menor do que eu esperava”, afirma Helferich. O IAP não tem como prever quanto tempo irá demorar em  “Nós recebemos muitos cadastros com dados incorretos, informações que não correspondem às condições da portaria, endereços inexistentes ou recintos inadequados. Algumas pessoas também têm outros animais, como cães e gatos, que podem causar estresse ou colocar em risco o animal silvestre”, explica Edilaine.

Em caso de maus tratos ou descumprimento das regras, o termo de guarda ou de depósito será suspenso.

Fonte: http://paranaportal.uol.com.br/cidades/iap-tem-fila-para-adocao-de-animais-silvestres/

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