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Ibasenet – Mapa do tráfico

on dezembro 20 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Por Jamile Chequer

Todos os anos, 38 milhões de animais silvestres são retirados de seu habitat natural para serem comercializados. De cada 10, apenas 1 chega às mãos do comprador final. Nove acabam morrendo durante a caça ou no transporte. Segundo estimativas da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), em seu mais recente relatório, essa atividade movimenta aproximadamente US$1 bilhão por ano no país.

Pela primeira vez um estudo detalhado sobre o tema é realizado no Brasil. O seu objetivo principal é informar e servir como um instrumento para combater a atividade criminosa. Por isso, o relatório será distribuído para as polícias Florestal, Federal, Civil e outros órgãos responsáveis pelo controle e fiscalização ambiental, além de instituições conservacionistas.

A organização chama a atenção para as principais rotas de tráfico, os pontos de coleta e venda, os números envolvidos e faz uma atualização completa sobre a ação de traficantes de animais no país. “O ciclo do tráfico começa com pequenos apanhadores nos ecossistemas, passa pelos intermediários, pelos vendedores, até chegar ao comércio internacional”, revela o cordenador-geral da Renctas, Dener Giovanini.

Apesar dos números alarmantes, a lei ambiental brasileira não pune com rigor. “Ela possui várias falhas que acabam favorecendo os traficantes de animais. Uma delas é permitir a troca da pena. Em vez de ir para a cadeia, os traficantes acabam prestando pequenos serviços à comunidade, como a distribuição de cestas básicas. Essa situação acaba incentivando ainda mais o tráfico”, denuncia Dener.

A população tem um papel importante para mudar a situação. Além de não comprar animais silvestres, pode denunciar quem o faz. “Nosso objetivo é conscientizar a sociedade brasileira sobre o problema e apoiar as ações governamentais que visam combater a atividade criminosa. O Brasil passou 500 anos tendo sua biodiversidade tratada como mercadoria. Os traficantes, principalmente os internacionais, estão acostumados a vir aqui e levar o que querem. Está na hora de nós, brasileiros, darmos um basta a essa situação. É preciso um investimento por parte do governo para ampliar a fiscalização. Se continuarmos de braços cruzados, restará pouco a fazer daqui a alguns anos”, prevê o coordenador.

Mais informações no site http://www.renctas.org.br.

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