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Instituições se unem pela conservação da onça-pintada na Amazônia

on novembro 5 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Entre os objetivos da iniciativa está desenvolver estratégias de monitoramento e aumentar o conhecimento sobre a espécie.

04/11/2014 – 12h12
Portal da Amazônia

 

A onça-pintada é o maior mamífero da Amazônia.  Foto: MEC/Divulgação

A onça-pintada é o maior mamífero da Amazônia.
Foto: MEC/Divulgação

 

MANAUS – Treze entidades especializadas em pesquisa e conservação se uniram para desenvolver estratégias de conservação da onça-pintada. A iniciativa foi intitulada ‘Aliança para a Conservação da Onça-Pintada na Amazônia’.

O pesquisador do Instituto Mamirauá, Emiliano Ramalho explica que a iniciativa é importante por conseguir reunir instituições que têm atuações diferentes, mas com o interesse em comum da conservação da onça-pintada. “Com a criação da Aliança, esse objetivo está na agenda e no cronograma dessas instituições. Vamos avaliar estratégias e metodologias para agir em conjunto”, afirma.

As entidades são: oInstituto Mamirauá, a Wildlife Conservation Society (WCS – Brasil), o Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes (Cenap/ICMBIO), o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), o Instituto Piagaçu (IPI), o Instituto Pró-carnívoros,
a WWF – Brasil, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), a Panthera Brasil,
a Universidade de São Paulo (USP), Escola da Amazônia e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“A ideia foi juntar esforços entre instituições e indivíduos que têm interesse na conservação da onça-pintada para viabilizar uma ação mais abrangente e testar metodologias de monitoramento adequadas para a espécie na extensa floresta Amazônica”, completou Emiliano.

A iniciativa multi-institucional tem como principais objetivos desenvolver uma estratégia de monitoramento da onça-pintada na Amazônia, aumentar o conhecimento sobre a espécie na região e promover a coexistência da onça com as populações tradicionais. A Aliança foi criada em evento realizado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O encontro reuniu diversos especialistas para a discussão de metodologias e estratégias com foco na conservação da onça-pintada na região.

Entre as propostas discutidas estão o monitoramento da presença de onças-pintadas em Unidades de Conservação da Amazônia e a estimativa de densidade da espécie em três tipos de ambientes: várzea, terra firme, e áreas de transição. Além disso testes de métodos de monitoramento da espécie e o trabalho com comunidades para minimizar conflitos e melhor a coexistência entre humanos e onças.

De acordo com Carlos Durigan, da WCS-Brasil, este esforço coletivo iniciado a partir do primeiro encontro da Aliança deverá fortalecer as ações em prol do conhecimento e conservação da onça-pintada. “Considerando a escala da Amazônia e grandes lacunas referentes ao atual estado populacional da espécie, assim como referentes ao entendimento dos conflitos existentes com grupos sociais locais, pretendemos construir uma agenda mais positiva e participativa para solução de potenciais problemas”, enfatiza Durigan.

“Esta mobilização é fundamental e necessária e contamos com este coletivo, assim como sua ampliação com a participação crescente de membros na Aliança, que é um movimento aberto a novas adesões”, reforçou Durigan.

 

CLIQUE AQUI para notícia original.

 

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