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JB Online – Crime ambiental no Centro

on outubro 25 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Agentes federais prendem camelôs que vendiam artesanato com animais silvestres

Uma carga de borboletas empalhadas e trazida ilegalmente de São Paulo estava sendo comercializada no Centro do Rio. Utilizadas para adornar peças como quadros e porta-jóias, a venda acontecia em uma banca de ambulantes no Largo da Carioca. A carga de 132 borboletas em 93 quadros, três escorpiões e dois peixes foi apreendida, quarta-feira, por agentes federais do Núcleo de Prevenção e Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente. De acordo com os agentes, a apreensão poderá levar a polícia até uma quadrilha ligada ao tráfico internacional de animais silvestres.
O contrabando de borboletas e de produtos com elas adornados, segundo dados do relatório da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestre (Renctas), chega a movimentar U$ 100 milhões por ano no mercado mundial. De acordo levantamentos dos agentes federais, o Rio é um ponto da venda de animais da fauna brasileira. Os produtos são vendidos principalmente a visitantes estrangeiros, como artesanato, em locais turísticos.

– Os grandes fomentadores do tráfico de borboletas são os colecionadores científicos e o mercado de artesanato – explica Ralff Lima, coordenador executivo da Renctas. Segundo o delegado Ricardo Bechara, da Polícia Federal, a investigação que levou a apreensão das borboletas estava em curso há seis meses. O próximo passo, de acordo com o policial, será identificar o distribuidor do material na cidade.

– Aparentemente a venda de borboletas é inocente, mas por trás do comércio ilegal pode estar a biopirataria, que movimenta grande quantidade de dinheiro – disse um policial, que preferiu não se identificar. De acordo com dados da Renctas, no Brasil, a Amazônia e algumas cidades de Santa Catarina são rotas do tráfico.

– Em Santa Catarina, crianças são recrutadas para capturar as borboletas, que são vendidas a R$ 0,02 cada uma – disse Ralff Lima. No Rio, os quadros com os adornos eram vendidos, no Largo da Carioca, entre R$ 10 e R$ 35 cada um. Os ambulantes Célio Rosa, 42 anos, Elias Nascimento Rosa, 37, e Marcos de Almeida Moniz Sodré, 44, moradores da Baixada Fluminense, tinham autorização da prefeitura para venda de mercadorias no local. A licença, no entanto, permitia apenas o comércio de pedras e cristais. Após prestar depoimento na delegacia, os ambulantes foram liberados.

A proibição da comercialização de animais silvestres da fauna brasileira, sem procedência legal e nota fiscal, é crime ambiental. A infração à lei pode resultar em detenção de seis meses a um ano e multas que podem variar de R$ 500 a R$ 5 mil para casa espécie apreendida.

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