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Jornal Hoje – Desmatamentos trazem doenças para as cidades

on novembro 17 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

De: Fábio Turci

Febre maculosa, gripe aviária, ataques de animais como morcegos e tubarões. O que essas mazelas que atingem o homem em vários pontos da terra têm em comum?
Para os ambientalistas, a origem é a mesma: a ação destrutiva do ser humano sobre a natureza.
Nesta quinta-feira, em Brasília, crianças foram ao Congresso para lembrar aos políticos que, na falta de cuidado com o meio ambiente, a maior vítima é o homem.

Artistas de circo representando a morte. Crianças com máscaras. O protesto de uma organização não-governamental é contra o tráfico de animais silvestres, que pode espalhar pelo mundo doenças como a gripe aviária. Na Ásia, 52 pessoas já morreram vítimas da gripe. “Toda vez que você compra um animal que foi tirado ilegalmente da natureza, que não passa por nenhum controle sanitário, esse animal pode trazer algum vírus que pode provocar problemas sérios de saúde pública”, disse Denner Giovani, coordenador da ONG.

De acordo com ambientalistas, a destruição de florestas também é responsável pelo aparecimento recente de várias doenças. Agentes transmissores acabam perdendo suas presas e seus predadores e migram para áreas urbanas. É o caso da febre maculosa. A doença é transmitida pelo carrapato estrela, infectado por uma bactéria. O principal hospedeiro do inseto é a capivara, que vem se tornando cada vez mais comum perto das cidades.

A febre maculosa foi registrada em cinco estados. Cento e sete pessoas morreram nos últimos dez anos.

A raiva humana é outra doença agravada pelo desmatamento. No Maranhão, onze cidades estão em alerta por causa do ataque de morcegos. Nos últimos três meses, 24 pessoas morreram de raiva silvestre. No Pará, foram 35 mortes desde o ano passado. “Essas florestas funcionavam como um filtro pra que esses organismos não agredissem a sociedade. Os animais estão vindo buscar a sua alimentação no entorno das cidades, porque já não existem mais florestas”, explica o ambientalista Mário Mantovani.

O desequilíbrio também é responsável pelos ataques de tubarões em Pernambuco. Segundo especialistas, a destruição dos manguezais para a construção do Porto de Suape e o aumento do tráfego de navios, fez o número de ataques aumentar. Dezessete pessoas morreram em 13 anos, vítimas dos tubarões.

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