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‘Macaco é sentinela’, diz agente sobre preocupação com matança de animais

on março 11 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

 

Filhote de bugio foi encontrado com a mãe, que estava morta (Foto: Reprodução/TV TEM)

Filhote de bugio foi encontrado com a mãe, que estava morta (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Rio Preto, 50 bichos foram achados mortos, apenas 2 com febre amarela.
Macacos foram encontrados queimados, alvejados e envenenados.

O medo da febre amarela no noroeste paulista levantou uma suspeita de que macacos estão sendo mortos por humanos. Neste ano, em São José do Rio Preto (SP) e região, dezenas de animais apareceram mortos com lesões graves e até envenenados. A Vigilância Epidemiológica diz que isso é um grave erro, já que os animais também são vítimas.

“O macaco se ele adoece com febre amarela e vier a falecer a gente vai fazer a investigação e verificar que o vírus está circulando, ele é sentinela para a gente. Se a pessoa acaba agredindo e esse macaco morre por uma causa externa a gente vai está direcionando toda uma ação para uma suspeita que não é pela doença”, afirma Andreia Negri, gerente de Vigilância em Rio Preto.

Isso porque é a partir do registro da morte desses animais que as secretarias municipais de Saúde conseguem identificar que o vírus está circulando na região. De janeiro do ano passado até agora 228 macacos foram encontrados mortos no Estado de São Paulo. Um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde revelou que a maioria pode ter sido executada já que apresentava traumatismos e lesões.

Só em Rio Preto já foram encontrados 50 animais mortos e apenas dois estavam com febre amarela. “Cerca de 60% desses animais, a gente encontrou alguma causa externa, seja traumatismo, choque elétrico, tivemos um animal carbonizado e outro que foi ferido por uma arma”, afirma a enfermeira Michela Dias Barcelos.

A morte mais recente foi de um macaco bugio em Cardoso (SP). O filhote, recém-nascido, se salvou. Ele foi resgatado pela Polícia Ambiental num condomínio de chácaras. A mãe dele foi encontrada morta com sinais de envenenamento. “Foi achado um pote de veneno com comida, do lado do corpo da mãe. O macaquinho estava grudadinho como é o caso de recém-nascido, e ele chegou desidratado e hipoglicêmico”, diz a veterinária Fernanda Segobi Pegolo.

Os macacos são os primeiros afetados pela febre amarela silvestre: uma fêmea de mosquito infectada com o vírus, ao picar o animal, acaba transmitindo o vírus a ele, que fica doente. As fêmeas de mosquitos não infectadas quando picam um macaco doente, passam a ter o vírus e a transmiti-lo para outros macacos.

O caso reforça a suspeita de que os macacos estão sendo caçados e mortos por causa do medo da febre amarela. Além de um erro grave, matar ou machucar animais é crime. “Qualquer tipo de conduta que constitua uma agressão a animal silvestre ou não; com febre amarela ou não é uma conduta considerada crime ambiental e tem pena de detenção de até um ano, além de uma multa que parte de R$ 3 mil”, afirma o capitão da Polícia Ambiental Cassius Oliveira.

Macaco encontrado morto em Cardoso; suspeita é envenenamento (Foto: Reprodução/TV TEM)

Macaco encontrado morto em Cardoso; suspeita é envenenamento (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2017/03/macaco-e-sentinela-diz-agente-sobre-preocupacao-com-matanca-de-animais.html

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