Related »

Macaco gigante entrou em extinção por não conseguir mudar de dieta

on janeiro 6 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Primata de até 3 metros e 500 kg desapareceu há 100 mil anos, diz estudo.
Animal comia frutas que sumiram quando florestas se tornaram savanas.

05/01/2016 – 10h57
G1 – Com informações da France Presse

 

Ilustração reconstitui dimensões aproximadas do Gigantopithecus. Foto: H. Bocherens/Senckenberg

Ilustração reconstitui dimensões aproximadas do Gigantopithecus.
Foto: H. Bocherens/Senckenberg

 

Pelontólogo Friedemann Schrenk segura um dente do macaco gigante Gigantopithecus. Foto: H. Bocherens/Senckenberg

Pelontólogo Friedemann Schrenk segura um dente do macaco gigante Gigantopithecus.
Foto: H. Bocherens/Senckenberg

 

O Gigantopithecus, um macaco gigante com ares de King Kong, desapareceu da da Terra há 100 mil anos por ser incapaz de se adaptar sua dieta. O primata, que vivia em florestas asiáticas, alimentava-se de frutas e não conseguiu sobreviver às mudanças ambientais que transformaram vegetações densas em savanas.

Medindo de dois a três metros de altura e com peso adulto estimado entre 200 kg e 500 kg, ele é o maior símio que já existiu. O auge de sua sobrevivência foi há 1 milhão de anos, no sul da China e no Sudeste Asiático continental.

Os remnanescentes fósseis do Gigantopithecus encontrados até agora se limitam a quatro mandíbulas inferiores e centenas de dentes isolados, afirmam cientistas autores do trabalho.

“Isso é claramente insuficiente para dizer se o animal era bípede ou quadrúpede ou mesmo imaginar as suas proporções”, afirma Hervé Bocherens, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, coautor do estudo publicado pelo periódico científico “Quaternary International”.

O “parente” vivo mais próximo do animal é o orangotango, mas não se sabe se a pelagem do macaco gigante também era avermelhada, ou se era preta como a de um gorila.

Com uma equipe internacional de pesquisadores, Hervé Bocherens estudou o esmalte do dente gigante mostrando que o Gigantopithecus viveu exclusivamente na floresta e era vegetariano. Os primeiros fósseis do primata haviam sido encontrados em 1930, entre os “dentes de dragão” vendidos como remédio popular numa farmácia chinesa.

Para os pesquisadores, o tamanho do Gigantopithecus e o fato de que ele estava confinado a apenas um tipo de habitat o levaram à extinção. Os parentes deste grande macaco, porém, como o orangotango, ainda estão por aqui, mas têm um metabolismo lento e podem sobreviver com pouca comida.

“Por causa de seu tamanho, o Gigantopithecus certamente precisava de uma quantidade maior de alimentos”, avaliou o pesquisador.

Mas no Pleistoceno – entre 2,6 milhões de anos atrás e 12 mil anos atrás – muitas áreas de floresta se transformaram em savanas, onde não havia concentração de alimento necessária a um primata tão grande, afirma Hervé Bocherens.

 

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

Pin It

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »

FACEBOOK

APOIADORES

Avina

CRT

Itapemirim

Juniclair

Wise
Scroll to top