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Morte de macacos põe Rio Preto (SP) em alerta

on setembro 17 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Sexta-feira, 16/09/16 às 00:00 h
Diário da Região – São José do Rio Preto

 

Macacos foram contaminados pelo vírus silvestre da febre amarela Foto: Divulgação

Macacos foram contaminados pelo vírus silvestre da febre amarela.
Foto: Divulgação

 

Agentes de saúde percorrem a zona sul para imunizar a população. Foto: Divulgação

Agentes de saúde percorrem a zona sul para imunizar a população.
Foto: Divulgação

 

Pelo menos cinco macacos morreram em duas chácaras que ficam no Jardim Navarrete, zona sul de Rio Preto. Em um deles, exames confirmaram o vírus da febre amarela como causa da morte. Nos demais não foi possível fazer exames por falta de material – vísceras e cérebro.

O Diário apurou com especialistas que o vírus é a causa mais provável das mortes.

Segundo o aposentado Luiz Pires, 72 anos, que localizou três dos animais mortos, 12 macacos da espécie bugio frequentavam a chácara que ele tem naquela região.

“Acredito que todos morreram de febre amarela. A situação é muito complicada”, disse. No começo de agosto, Pires encontrou uma fêmea morta e a enterrou. Acreditou que ela tivesse sido envenenada. No dia 25 do mesmo mês, encontrou outra fêmea morta, que foi recolhida pelo Centro de Zoonoses e o material encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz. O resultado positivo para febre amarela chegou às autoridades de saúde de Rio Preto nesta terça-feira, dia 13.

“Eu estava sentindo um cheiro muito forte e fui atrás. Na segunda (12), vi uma terceira fêmea morta no telhado de uma casinha que eu tenho para guardar ferramentas. Mas os urubus comeram tudo, só sobrou a carcaça”, conta. Ainda segundo Pires, nesta quinta, profissionais da saúde encontraram dois filhotes de macacos mortos na chácara vizinha a dele.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o exame foi feito em apenas um macaco, assim, considera-se que apenas ele tenha sido contaminado. Já para o professor emérito do Departamento de Zoologia da Unesp Rio Preto, Luiz Dino Vizotto, se toda a família sumiu e mais de um macaco foi encontrado morto, sendo que há confirmação de febre amarela, a hipótese mais provável é que toda a família tenha sido dizimada pela mesma doença. “O bugio não é tão sensível, aquela região deve estar infestada de pernilongos, que picou todos os macacos”, diz.

Segundo o gerente do Departamento de Vigilância Ambiental, Abner Henrique Alves, está sendo feita uma busca ativa nas matas para tentar descobrir se há mais casos de macacos mortos pela doença. “Nossa prioridade é vacinar toda a população daquela região e nebulizar para evitar a transmissão pelo Aedes aegypti (que é o vetor urbano da doença). Mas também estamos trabalhando para tentar descobrir se há outros casos. Uma técnica da Vigilância Epidemiológica do Estado está aqui colaborando.”

Noemi Rabello da Silva, 26 anos, ficou surpresa com a grande quantidade de agentes de saúde na estância Vista Alegre 2, nesta quinta-feira. “É muito preocupante. Quando eles falaram o que aconteceu fiquei bem assustada”, disse. Ela e os filhos Rebeca, 5 anos, e Isaias, 2, vão tomar a vacina nesta sexta. “Essa foi a orientação. Não dá para facilitar, ainda mais porque tenho a Maria Clara, de 3 meses, e estou amamentando.”

Força-tarefa contra a febre amarela

Casa a casa, chácara a chácara, todos os cerca de 2 mil imóveis que ficam nos bairros próximos à mata do Jardim Navarrete estão recebendo visitas de agentes de saúde e de equipes de enfermagem.

O bloqueio é feito nos bairros Estância Santa Inês, Vista Alegre 1, Vista Alegre 2, Jardim Navarrete, Santa Inês, Santa Maria, São Marcos e Estância São Pedro. Estão sendo eliminados criadouros do Aedes aegypti e aplicadas vacinas em quem não está imunizado. Essa ação prossegue até sábado, 17, e na segunda-feira, 19, toda a região vai passar por nebulização para matar os mosquitos adultos.

O trabalho é desempenhado por cerca de 150 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde. A preocupação é que a febre amarela contamine seres humanos. É uma doença gravíssima e de alta letalidade.

Em 8 de abril, um homem morreu pela doença (vírus silvestre) em Bady Bassitt. Rio Preto e região são considerados área de alto risco para a doença pela Vigilância Epidemiológica do Estado.

A orientação é que toda a população tome a vacina. Ela é aplicada em todas as UBSs. Caso a pessoa apresente os sintomas deve, imediatamente, procurar assistência médica.

 

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

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