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O caso da Naja que picou estudante: Entenda como funciona o cruel e lucrativo mercado de tráfico de animais

on julho 19 | em Fauna na Mídia, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília e está no Zoológico da capital federal

Cobra naja de 1,5 metro que picou um estudante de veterinária em Brasília e está no Zoológico da capital federal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mistério que envolve o caso do jovem picado por uma cobra naja kaouthia continua. O caso desencadeou uma investigação sobre um suposto esquema de tráfico nacional e internacional de animais silvestres e exóticos — uma prática que movimenta até US$ 20 bilhões em todo o país, segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil (Renctas).

O mistério que envolve o caso do jovem picado por uma cobra naja kaouthia continua. O caso desencadeou uma investigação sobre um suposto esquema de tráfico nacional e internacional de animais silvestres e exóticos — uma prática que movimenta até US$ 20 bilhões em todo o país, segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil (Renctas).

 

Devido à repercussão, a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou nessa terça-feira (14) que acompanhará, de perto, o desdobramento da apuração policial. O estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl segue em recuperação no apartamento onde mora com a família, no Guará 2, e pode prestar depoimento esta semana, em casa.

 

Resgatados

O tráfico de animais é a terceira atividade clandestina mais lucrativa do mundo, ficando atrás do tráfico de drogas e do de armas. No DF, somente entre janeiro e julho deste ano, 1.408 animais silvestres foram resgatados. No mesmo período de 2019, o número foi de 1.463, de acordo com dados do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Aves, saruês e serpentes estão entre os bichos mais capturados.

Na avaliação de Líria Queiroz Hirano, professora de animais silvestres da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), o tráfico de animais é mais do que ganhar dinheiro. Envolve, segundo ela, uma questão cultural. “Muitas pessoas sabem que algumas espécies peçonhentas, por exemplo, são proibidas no Brasil, mas, por acharem bonitas, por hobbie ou por exibicionismo, acabam aderindo a essa atividade ilegal”, frisou.

 

Crime

O crime de venda de animais silvestres está amparado na Lei 9.605 de Crimes Ambientais. A pena é detenção de seis meses a um ano, além de multa. Essa mesma penalidade vale para quem impede a procriação da fauna sem autorização, quem muda ou destrói o criadouro natural ou quem expõe ou vende espécies da fauna silvestre. A professora Líria Queiroz questiona. “Nossa lei é educativa e é mais branda, de maneira que todos conseguem pagar. Contudo, ela educa apenas o cidadão comum. Para os traficantes, que receberam penalização por mais de uma vez e continua a insistir no erro, por exemplo, deveria ser mais rígida”, afirmou.

“O tráfico de animais é altamente lucrativo, porque isso ocorre pelo baixo custo de aquisição. A captura, geralmente, é feita em locais de grande biodiversidade e pobres, do ponto de vista social e econômico, como em estados do Nordeste, do Norte e no Pantanal. Então, a pessoa vê isso como uma fonte de renda”, argumentou Victor Santos, diretor de fiscalização de fauna do Ibram.

Segundo ele, os dados não conseguem traduzir o volume real do tráfico de animais silvestres. “Os números que temos refletem uma parcela mínima. Infelizmente, esse ainda é um problema invisível aos olhos dos órgãos. Por isso, é tão importante o cidadão denunciar”, destacou.

Fonte: https://www.jornaldeuberaba.com.br/noticia/11582/pet-news

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