Related »

O Estadão do Norte – Workshop debate tráfico de animais

on agosto 9 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Treinar e capacitar os agentes responsáveis pelo controle e fiscalização ambiental no Estado e promover a troca de experiências e de técnicas de combate ao tráfico de animais silvestres são objetivos prioritários do XV Workshop Nacional “Animais Silvestres, Normatização e Controle”, que está sendo realizado no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Rondônia (Faro), em Porto Velho. O workshop é promovido em conjunto pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres e a Embaixada Britânica, com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Polícia Ambiental e Faculdade de Ciência e Tecnologia de Rondônia.

Na abertura do evento, às 9h, o secretário de Desenvolvimento Ambiental, José Ribamar de Oliveira, apresentou dados estatísticos sobre o tráfico de animais silvestres, atualmente a terceira maior atividade ilegal do mundo, perdendo apenas para tráfico de armas e de drogas. No Brasil, essa atividade ilegal movimenta cerca de 1,5 bilhão de dólares por ano. São retirados da natureza cerca de 38 milhões de animais anualmente. Desses, de cada 10 animais retirados de seu habitat, apenas um chega nas mãos do comprador final, nove morrem durante a captura ou no transporte ilegal.

Segundo Oliveira, o grande desafio é corrigir todo um processo milenar. “Ao contrário do que sempre se pensou, os bens naturais, especialmente a fauna, não se renovam quando agredidos de forma violenta, agressão que ao longo dos séculos vem sendo praticada pelo homem. Importante salientar que o tráfico de animais é responsável pela morte e tortura de 12 milhões de animais brasileiros e põe em perigo florestas e outros ecossistemas”, observou.

O secretário da Sedam acrescentou que a fauna brasileira tem hoje 218 espécies ameaçadas de extinção, sendo que desse total, sete já não são mais encontradas em seus ambientes naturais. “Há órgãos direcionadas especialmente para a aplicação das leis que tratam da nossa biodiversidade, mas a grande dificuldade é conseguir mudar consciências, fazer com que o cidadão e a própria sociedade passem por um processo de reeducação”, acentuou.

“Hoje em dia, busca-se a garantia de técnicas racionais e equilibradas de manejo dos recursos naturais que são fundamentais para nossa sobrevivência, e todo esse trabalho de prevenção, tem sido a preocupação de governos conscientes e sensíveis à questão ambiental e de vários grupos ambientalistas ao redor do mundo”, assinalou Oliveira, informando que o governo de Rondônia, numa ação de parceria com diversos outros órgãos, de prefeituras, de empresas prestadoras de serviços e os mais diversos segmentos da sociedade, tem buscado um trabalho de conscientização para que o respeito pela fauna seja uma realidade.

E, conforme frisou o secretário, o Governo do Estado de Rondônia pretende uma política ambiental de respeito às mais diversas representações da biodiversidade, inclusive o homem. “Mas é essencial que essa proposta não fique apenas transformada em palavras ou peças de discursos. É essencial nutrir o desejo de participação coletivo e desenvolver um programa adequado de educação ambiental e de conscientização em todos os níveis da sociedade”, completou.

Pin It

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »

Scroll to top