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O Estado de S. Paulo – Brasileiro teme invasão por causa de riqueza natural

on maio 5 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Jovens com ensino médio e renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos são os que mais temem que a invasão seja concretizada

Brasília – Uma pesquisa encomendada pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) ao Ibope revela que 75% dos entrevistados acredita que o Brasil pode ser invadido por outro país por causa de suas riquezas naturais. O levantamento indica que a opinião é comum entre todos os grupos. Jovens com ensino médio e renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos são os que mais temem que a invasão seja concretizada.

“Tal opinião é freqüente entre setores mais esclarecidos”, afirmou o coordenador de Projetos do Ibope, Maurício Tadeu Garcia. Mesmo entre parlamentares a idéia está longe de ser considerada absurda. O deputado José Sarney Filho (PV-MA) afirmou não haver um risco imediato, mas que tal idéia poderia ganhar corpo diante da constatação de que o País não consegue proteger de forma adequada a região amazônica.

O deputado Mendes Thame (PSDB-SP) concorda. “Sem mecanismos adequados de proteção, o País pode ficar à mercê de uma internacionalização da Amazônia.” Embora saibam que é crime, muitos brasileiros mantêm animais silvestres como bichos de estimação. No levantamento, 30% dos entrevistados disseram que já tiveram ou têm animais silvestres. O maior índice foi registrado no Nordeste: 39%.

Para o coordenador geral da Renctas, Dener Giovanini, o resultado indica a necessidade de se modificar campanhas de conscientização. “Não precisamos mais dizer que é crime. Agora, é a vez de alertar as pessoas que ao retirar um animal silvestre de seu hábitat elas rompem o equilíbrio ecológico e expõem a família a riscos de saúde”, diz. “Ninguém sabe que tatu pode transmitir lepra. E macaco, febre amarela”.

Uma surpresa. A maioria estaria disposta a pagar mais por produtos que tivessem uma parte do valor destinada à proteção do meio ambiente. Para a maioria, no entanto, o País ainda faz pouco pela proteção ambiental. E o trabalho das ONGs ainda não é reconhecido como confiável. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 143 cidades.

Lígia Formenti

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