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O Globo De dez bichos retirados da mata, só um sobrevive

on dezembro 11 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Vera Araújo

Diante da falta de homens para patrulhar as 133 áreas de proteção ambiental e parques do Rio de Janeiro — são 545 para cuidar de todo o estado —, fiscais e guardas florestais saem das matas e vão para o asfalto. Os endereços certos são as feiras livres de Caxias, Honório Gurgel, Tijuca e Santa Cruz, onde grande parte dos animais é vendida. Apesar de as blitzes apresentarem resultados, os órgãos de fiscalização não conseguem mudar uma triste estatística: de 10 animais retirados das florestas, apenas um consegue sobreviver, de acordo com a Ong Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas).

Animais em pequenas gaiolas morrem de estresse

Quando não são mortos pela espingarda dos caçadores, os bichos acabam morrendo do estresse a que são submetidos nas feiras. Este ano, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) já apreendeu, de janeiro a junho, 2.600 animais, e o Ibama 1.155 bichos nas operações em feiras e florestas.

Para piorar, o próprio Ibama e o Batalhão de Policiamento Florestal e de Meio Ambiente da PM (BPFMA) admitem que reduziram as operações porque não há centros de triagem no Rio para abrigar os animais apreendidos. Como os zoológicos estão superlotados, alguns animais morrem muito antes de os fiscais conseguirem um local para abrigá-los.

— Nestas feiras encontra-se de tudo. Os animais, a maioria passarinhos, são postos em pequenas gaiolas ou em caixas de papelão e poucos resistem — explica o biólogo Eduardo Maciel, do IEF.

Desde 99, o Ibama está construindo o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Seropédica, para abrigar animais apreendidos. De acordo com o Ibama, o centro custou R$ 70 mil e ficará pronto em maio.

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