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O Popular Goiás na rota do tráfico silvestre

on julho 29 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

Aves, cobras capivaras e macacos são alguns dos animais mais visados pelas quadrilhas que atuam no estado

Deire Assis

O Estado de Goiás é detentor de uma das principais rotas do tráfico nacional e internacional de animais silvestres, um mercado que movimenta aproximadamente US$ 20 milhões por ano no mundo – cerca de US$ 3 milhões só no Brasil. A prática aparece como a terceira maior atividade ilegal no mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. São 12 milhões de espécimes de animais capturados nas matas brasileiras todos os anos. Estima-se que cerca de 15% desse total sejam apanhados nos Estados da Região Centro-Oeste, ou seja, 1,8 milhão de animais anualmente. Apenas 1% é recapturado pelos órgãos competentes. Em Goiás, 60% do tráfico é feito pelas estradas e 40%, por via aérea.

A importãncia do Estado frente ao cenário do comércio ilegal de animais silvestres é uma das razões que justificam o lançamento da 1ª Campanha Itinerante de Combate do Tráfico de Animais Silvestres, uma iniciativa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) em parceria com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) e demais órgãos de proteção ao meio ambiente no Estado. A campanha foi lançada ontem e vai até o dia 24 busca contribuir para a conscientização e preservação da fauna silvestre.

De acordo com o coordenador Institucional da Renctas, Sérgio Peixoto, Goiás funciona como uma espécie de entreposto para as quadrilhas que agem no País. Animais capturados principalmente nas florestas das Regiões Norte e Nordeste são trazidos para o território goiano, onde são mantidos por dois ou três meses em depósitos em sítios e fazendas ou mesmo em áreas urbanas de Goiânia e de outras cidades de maior porte. Depois, são levados para os grandes mercados consumidores de animais silvestres como Rio de Janeiro e São Paulo, e para países da América do Norte, Europa e Ásia.

Além de servir como rota para o comércio ilegal de animais, a enorme biodiversidade do Cerrado é alvo da captura de toda espécime de animal. Estatísticas do Batalhão de Polícia Militar Ambiental mostram que as aves são as mais suscetíveis à ação das quadrilhas. Algumas espécimes de araras e papagaios, por exemplo, valem entre US$ 4 mil e US$ 6 mil no mercado internacional. Aranhas, sapos e outros pequenos animais servem como base para pesquisas e produção de medicamentos.

Segundo a Renctas, algumas localidades como os municípios de Luís Alves, Cocalinho, Indiara, Caldas Novas, entre outros, aparecem como pontos estratégicos para capturas de animais. Já cidades como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Jataí, Catalão e outras dispõem de esquemas para comercialização dos animais traficados.

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