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Peixes-bois devolvidos à natureza têm recorde de sobrevivência, diz Inpa

on setembro 14 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Após três anos no semi cativeiro, peixes-boi foram devolvido aos rios.
Animais já têm contato com peixes-boi selvagens, diz biólogo.

13/09/2016 – 20h59
Do G1 – AM

 

Animais foram devolvidos à natureza em fevereiro deste ano. Foto: Inpa/Divulgação

Animais foram devolvidos à natureza em fevereiro deste ano.
Foto: Inpa/Divulgação

 

Quatro peixes-boi devolvidos à natureza em fevereiro deste ano bateram recorde de sobrevivência, segundo afirmou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Após três anos no semi-cativeiro, o grupo formado por três peixes-boi machos e uma fêmea foi devolvido aos rios. Na nadadeira caudal dos animais foi acoplado um cinto de monitoramento, por meio dele é possível avaliar a adaptação dos mamíferos nas áreas que exploraram, oferta de alimento e também a presença da ação humana.

O local escolhido para a soltura, realizada em parceria com a Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), foi a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Piagaçu-Purus que fica a 70km de Beruri (AM).

O local, segundo o Inpa, registra uma incidência significante dos mamíferos.

De acordo com o colaborador da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), Diogo de Souza, já são seis meses desde a devolução desses animais ao habitat natural. Souza informou ainda que o os animais já têm contato com peixes-boi selvagens.

“Consideramos um recorde. O grupo já se dispersou, o deslocamento chega em média de 1,5km por dia”, explicou, por meio da assessoria.

Reintrodução

A devolução dos animais à natureza faz parte das ações desenvolvidas pela Ampa que atua desde 1974 em parceria com o Inpa.

O número de peixes-boi sob os cuidados do Inpa representa atualmente 60 animais. A média anual é de dez animais resgatados. O animal chega até a instituição por meio de denúncias e apreensões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Polícia Ambiental.

De acordo com o biólogo, os animais, ao chegarem, recebem cuidados veterinários e alimentação adequada, permanecendo nos tanques do Instituto por aproximadamente cinco anos. Em seguida, são levados para o semi-cativeiro: um lago de 13 hectares localizado no município de Manacapuru (AM).

Diogo de Souza explicou que o semi-cativeiro é uma fase de pré-soltura. O local foi criado em 2008 após os pesquisadores perceberem que ao tirá-los dos tanques e reintroduzir direto na natureza eles apresentariam enormes dificuldades de adaptação.

Na primeira reintrodução de animais, dos quatro peixes-bois devolvidos ao Rio Negro dois vieram a óbito, um perdeu o cinto transmissor e o último foi resgatado abaixo do peso e levado para reabilitação.

 

CLIQUE AQUI   para notícia original.

 

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