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Portal Globo.com – G1 – Epidemia de ebola chega à capital da Guiné

on março 24 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Pelo menos 59 pessoas já morreram no sul do país pela doença.
Segundo o Unicef, casos jpa foram registrados na capital Conacri.

 

Da France Presse

 
Integrantes do Médicos Sem Fronteiras descarregam equipamentos médicos para tratar epidemia de ebola na guiné neste domingo (23)  (Fot Saliou Samb/Reuters)
Integrantes do Médicos Sem Fronteiras descarregam equipamentos médicos para tratar epidemia de ebola na Guiné neste domingo (23).
Foto:  Saliou Samb/Reuters
 
A epidemia de ebola que matou 59 pessoas no sul da Guiné desde o início de fevereiro atingiu a capital Conacri, uma cidade costeira de mais de 1,5 milhão de habitantes, anunciou o Unicef.

‘Das 80 pessoas que contraíram a doença até agora na Guiné, pelo menos 59 morreram’, anunciou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em um comunicado. Três vítimas eram crianças.

A preocupação do Fundo é que o vírus se propagou rapidamente às comunidades de Macenta, Gueckedou e Kissidougou na capital, Conacri.

‘Na Guiné, um país com infraestruturas de saúde muito frágeis, uma doença como esta pode ser devastadora’, alerta o médico Mohamed Ag Ayoya, representante do Unicef no país.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus está entre os mais contagiosos e mortais entre os humanos. Não existe qualquer tratamento ou vacina específica para a febre hemorrágica provocada pelo vírus ebola.

A doença, que provoca febre hemorrágica, ganhou este nome de um rio no norte da República Democrática do Congo (RDC), onde foi detectado pela primeira vez em 1976, quando o país ainda se chamava Zaire. Desde então, o ebola matou pelo menos 1.200 pessoas de 1.850 casos registrados.

O vírus, da família Filoviridae (filovírus), tem cinco espécies (Zaire, Sudão, Costa do Marfim, Bundibudjo e Reston), e se transmite por contato direto com o sangue, os fluidos ou os tecidos dos indivíduos infectados.

A doença é particularmente devastadora porque os médicos geralmente estão entre as primeiras vítimas, o que ameaça o serviço de saúde em um país com graves carências.

“Pelo menos oito profissionais de saúde morreram”, informou o Unicef.

Além do ebola, a organização também enfrenta outras três epidemias: cólera, rubéola e meningite.

O Unicef apelou à comunidade internacional por recursos para tratar a crise de saúde na Guiné.
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