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Portal Globo.com – G1 – 'Monstro aquático' mexicano pode ter desaparecido de seu habitat natural

on janeiro 31 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Pesquisadores procuraram espécie por 4 meses nos lagos que habitam.
Poluição e esgoto são principais responsáveis pela extinção.

Da Associated Press

Foto de 2008 mostra o axalote, salamandra conhecida como "monstro aquático" corre risco de extinção (Fot AP Photo/Dario Lopez-Mills, File)
Foto de 2008 mostra o axalote, salamandra conhecida como “monstro aquático” corre risco de extinção.
Foto: AP Photo/Dario Lopez-Mills, File

O axolote (Ambystoma mexicanum), um tipo de salamandra mexicana, pode ter desaparecido de seu único habitat natural conhecid os poucos lagos restantes da Cidade do México.

Trata-se de uma notícia perturbadora para a criatura inegavelmente feia, que tem um rabo pegajoso, brânquias semelhantes a plumagem e uma boca que se curva em um sorriso estranho.

Conhecido como o “monstro aquático” e como o “peixe mexicano que anda”, seu único habitat natural é a rede de lagos e canais Xochimilco, que está sofrendo com a poluição trazida pelo crescimento urbano.

O biólogo Armando Tovar Garza, da Universidade Nacional Autônoma do México, disse nesta quinta-feira (30) que a criatura “corre risco sério de desaparecer” da natureza.

No ano passado, pesquisadores tentaram encontrar exemplares da espécie nas águas escuras e lamacentas de Xochimilco, mas, depois de quatro meses de tentativas, o resultado foi nulo: nenhum axolote foi encontrado.
Há exemplares que vivem em aquários e laboratórios de pesquisa, mas especialistas dizem que essas não são as melhores condições.

Os axolotes crescem até 30 centímetros e usam as quatro patas atarracadas para se arrastar no fundo dos lagos ou as caudas grossas para nadar. Eles se alimentam de insetos aquáticos, peixes pequenos e crustáceos. Nos últimos anos, os arredores dos lagos onde o bicho vive passaram a abrigar favelas que lançam esgoto nas águas, o que prejudicou o desenvolvimento da espécie.

A Academia Mexicana de Ciências disse em uma declaração que uma pesquisa de 1998 encontrou uma média de 6 mil axolotes por quilômetro quadrado, número que caiu para 1 mil em 2003 e para 100 em 2008.
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