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Portal Globo.com – G1 – Mudanças climáticas estão prejudicando filhotes de pinguins

on janeiro 30 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Chuvas torrenciais e calor incomum mataram pinguins de Magalhães.
Mudanças climáticas mataram uma média de 7% de filhotes por ano.

Da AFP

Globo Repórter - Patagônia argentina - Pinguim de Magalhães no ninho (Fot Rede Globo)
Pinguim de Magalhães é visto em seu ninho, na Argentina.
Foto: Reprodução/Rede Globo

As mudanças climáticas intensificam o clima extremo e os bebês pinguins estão pagando o preço com suas vidas, advertiram dois estudos de longo prazo, publicados nesta quarta-feira (29).

Segundo um dos artigos, publicado na revista científica PLOS ONE, chuvas torrenciais e calor incomum mataram grande número de indivíduos jovens de pinguins de Magalhães no extremo da América do Sul.

“Este é o primeiro estudo de longo prazo a mostrar as mudanças climáticas tendo um grande impacto na sobrevivência de filhotes e no sucesso reprodutivo”, afirmou o principal autor do estudo, Dee Boersma, professor de biologia da Universidade de Washington.

Ao longo de 27 anos, uma média de 65% de filhotes morreram anualmente, segundo o estudo. Cerca de 40% morreram de fome e as mudanças climáticas foram responsabilizadas por matar uma média de 7% de filhotes por ano.

No entanto, as mudanças climáticas mataram 43% e 50% de todos os novos filhotes em dois anos de clima extremo. As avezinhas eram particularmente suscetíveis aos 9 e aos 23 dias de idade e grandes demais para ser protegidas pelos pais, mas jovens demais para desenvolver plumagem à prova d’água.

“Nós vamos ter anos em que quase nenhum filhote vai sobreviver se as mudanças climáticas causarem tempestades maiores e mais frequentes nas fases vulneráveis do acasalamento, como preveem os climatologistas”, afirmou o co-autor Ginger Rebstock.

O estudo foi feito em Punta Tombo, Argentina, na maior área de acasalamento dos pinguins de Magalhães. O outro estudo publicado na PLOS ONE se concentrou nos pinguins-de-Adélia, na Antártica.

Estes pinguins foram rastreados durante 13 anos para ver como a ruptura de icebergs gigantes impactaria sua sobrevivência. Em 2001, dois icebergs maciços invadiram a área de alimentação dos pinguins, no Mar de Ross. Os icebergs interromperam “dramaticamente” o acesso dos pinguins às suas presas, mas muitos ainda conseguiram criar seus filhotes, contou a principal pesquisadora, Amelie Lescroel, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês.

Contudo, acrescentou, se eventos extremos como este ocorrer com mais frequência, “ficará muito difícil prever como as populações de pinguins vão suportar as futuras mudanças no gelo marinho”, concluiu.
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