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Relação da engenheira ambiental com os animais vai além da obrigação

on junho 5 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Mãe e filha, uma das antas chegou filhote, já a outra nasceu na casa de Lenita (Foto: Márcio Silva)

Mãe e filha, uma das antas chegou filhote, já a outra nasceu na casa de Lenita (Foto: Márcio Silva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro contato com o Ibama-AM aconteceu em 1982, quando Lenita virou depositária. Anos depois, se tornou o 1° mantenedor do AM

Foi apenas seis meses depois de levar Priscila para casa que a relação de Lenita com o Ibama-AM começou. A família iria viajar para São Paulo e Priscila precisava de autorização do órgão ambiental para viajar de avião e se hospedar num hotel.

“Nessa eu virei fiel depositária e, aos poucos, os animais foram chegando. O Ibama me procurava e eu ia acolhendo. Até que, em 1995, quando surgiu a portaria do Ministério do Meio Ambiente que regulamentava criadouros de fauna silvestre, eu me tornei um criadouro. Naquela época cheguei a ter muito mais animais do que tenho hoje, mas ao longo do tempo eles iam sendo levados para zoológicos e outros criadouros no Sul e Sudeste do País. Era a forma de poder liberar espaço e ajudar mais animais que precisavam”, explicou a voluntária.

Despedidas

O momento da despedida sempre foi o mais difícil para Lenita, mas essa é a única forma de liberar espaço nos recintos e, assim, poder receber novos animais dos Cetas, permitindo, assim, que outros recebam esse tratamento.

“Passei a cuidar dos animais que o Ibama trazia enquanto precisavam, até que o Ibama achasse destinação para eles. Além de abrigar espécies que já estão aptas a serem transferidas mas aguardam uma vaga em zoológicos, eu crio os pequenos, que ainda precisam de mamadeira e de um cuidado mais intensivo, e quando eles melhoram, são transferidos. Sou uma mãe de aluguel”, brincou.

Este mês, por exemplo, três hóspedes vão deixar a Reserva Cariuá com destino a zoológicos de Minas Gerais e de outros estados do Sudeste e Sul, todos eles primatas.

Primatas

Segundo ela, a maior rotatividade no abrigo é de primatas, seguidos pelos psitassídeos (araras, papagaios, periquitos), porque ainda há uma tradição muito forte, especialmente no interior, em caçar macacos para comer e, depois, vender os filhotes para criação doméstica e até mesmo turismo. “As pessoas se divertem matando as mães e os filhotes acabam sendo vendidos ou virando ‘pets’ e, em algum momento, sendo resgatados”, revelou.

O mais novo hóspede de Lenita é justamente um primata: César, um filhote de guariba-vermelho (Alouattaseniculus) que está há dois meses na Reserva Cariuá e chegou ao local ainda recém-nascido. “Ele mama de cinco a seis vezes por dia e está aprendendo a comer frutas, como banana”, contou. Hoje ele é o “xodó” da casa, mas Lenita sabe que, dentro de pouco tempo, se tudo ocorrer dentro do previsto, ela também terá que se despedir dele.

“Ele vai para um zoológico de Sorocaba, onde tem um bando de fêmeas e ele vai ser o macho de um bando artificial, com vistas à reprodução e manutenção da espécie. Não gosto de pensar em despedida. Procuro não exagerar, porque a gente se apega. É como uma mãe temporária mesmo, eu cuido deles enquanto precisam de mim, sem saber de onde vêm e, muitas vezes, para onde vão. Só procuro saber se é um bom local e se vai ser o melhor para eles”.

Fonte: http://www.acritica.com/channels/governo/news/relacao-da-engenheira-ambiental-com-os-animais-vai-alem-da-obrigacao

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