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Revista Família Cristã – Brasileiro sabe que tráfico de animais é crime

on maio 13 | em FIQUE POR DENTRO, Renctas na Mídia | by | with No Comments

As campanhas  sobre o tráfico de animais silvestres estão cumprindo o seu objetivo com eficiência. É o que indica uma pesquisa nacional realizada em abril, revelando que 84% da sociedade sabe que comprar ou manter animais silvestres em cativeiro, sem comprovação da origem do animal, é um crime previsto em lei.

Somente 11% da população afirmou desconhecer a legislação. A pesquisa, encomendada pela  Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), foi realizada pelo Ibope (Instituto Brasileira de Opinião Pública e Estatística), no mês de abril, em 143 cidades brasileiras. O trabalho, com o objetivo de identificar a opinião do cidadão comum sobre as principais questões ambientais do país, ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos, de diversos segmentos sociais.

Segundo o coordenador geral da Renctas, Dener Giovanini, esse dado reflete a eficiência das campanhas educativas sobre o tema. “Nos sentimos bastante satisfeitos com esse resultado, pois fizemos a nossa parte. Ele mostra que a informação chegou para todos. Agora é necessário que o governo intensifique a repressão sobre os traficantes”, afirmou o ambientalista.

A pesquisa ainda revelou algumas surpresas. Para 75% dos brasileiros, o Brasil corre o risco de ser invadido por um país rico devido as suas imensas riquezas naturais. Essa opinião foi homogênea em todas as classes sociais, regiões e idades. Somente 19% da população acha que o Brasil está livre dessa cobiça internacional.

Um dado surpreendente foi o número de pessoas que afirmaram que tem ou que já tiveram um animal silvestre em casa, cerca de 30% da população brasileira. Isso significa que pelo menos 60 milhões de animais silvestres saíram da natureza para alimentar esse comércio. Entre os animais mais citados estão os papagaios, pássaros em geral e micos. 70% da população condenam essa prática.

Sem confiança – A pesquisa também mostrou que é baixo o nível de confiança do cidadão nas ong´s ambientais. Apenas cerca de 30% tem algum tipo de confiança. Para 57% da população, o trabalho das ong´s s ambientalistas é pouco confiável. 14% não soube responder ou não quis opinar. Para o  relator da CPI da Biopirataria, Deputado Sarney Filho, esse fato é muito relevante e precisa ser analisado com profundidade pelas ong´s ambientalistas. “Mostra que há uma necessidade urgente de se aprimorar os canais de comunicação entre essas organizações e a sociedade. Penso que talvez o comportamento errado de umas poucas entidades estejam refletindo negativamente sobre uma ampla maioria de organizações sérias e competentes”.
Outro dado negativo foi a imagem que a população tem do país quando se trata da preservação dos recursos naturais. Para a maioria, cerca de 70%, o Brasil não é um país que respeita o meio ambiente. Esse pessimismo não impede que 71% da sociedade esteja disposta a pagar um pouco mais caro por um produto se parte dos lucros obtidos forem destinados à projetos ambientais.

Neste quesito a pesquisa revelou mais um dado surpreendente: mesmo entre a população de baixa renda, que ganha até um salário mínimo, é alto o número de pessoas que pagariam um pouco mais caro por um produto ambientalmente responsável. Para o deputado Mendes Thame,  presidente da CPI da Biopirataria, essa pesquisa mostrou ao país que, apesar das inúmeras dificuldades enfrentadas na  área ambiental, o povo brasileiro está disposto a dar sua contribuição para a preservação do meio ambiente. “Isso é sem dúvida, a principal arma que o Brasil dispõem para se tornar uma referencia mundial nesta área”, concluiu

 

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