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Rio 2016 animal: locais de prova têm moradores como jiboia, jacaré, paca…

on agosto 2 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Com muitos bichos domésticos e silvestres nas instalações, organização dos Jogos, em ação inédita, monta equipe de resgate para controlar os animais.

01/08/2016 12h05 – Atualizado ás 13h23
Fred Huber – Globo Esporte RJ

 

Bicho-preguiça onde será a disputa do golfe na Olimpíada. Foto: Divulgação

Bicho-preguiça onde será a disputa do golfe na Olimpíada.
Foto: Divulgação

 

Cachorros, capivaras, jacarés e corujas em locais de competição da Olimpíada. Foto: GloboEsporte.com

Cachorros, capivaras, jacarés e corujas em locais de competição da Olimpíada.
Foto: GloboEsporte.com

 

Não são apenas os atletas, torcedores, voluntários e funcionários que frequentam as instalações esportivas na Olimpíada do Rio.

Os animais, domésticos e silvestres, também fazem parte do ambiente e muitas vezes exigem uma atenção especial da organização. Em uma ação inédita em uma edição dos Jogos, foi criada uma equipe para administrar a relação dos bichos com a família olímpica.

A biodiversidade da natureza carioca criou mais um ingrediente para o evento.

Tem cachorro, gato, mas também animais silvestres, como jiboia, jacaré, cobra-coral, preguiça, capivara, tamanduá… A presença destes animais já virou tema na imprensa internacional com tom de preocupação.

Um biólogo e um grupo de resgate compõem o time que cuida destes moradores especiais. A instalação que mais se aproxima de um zoológico é a do golfe, na Barra da Tijuca, seguida por Deodoro.

– Com os animais silvestres, temos trabalhado principalmente no campo de golfe, em Deodoro e na Lagoa. No golfe tem capivara, paca, jiboia, coruja-buraqueira, preguiça… é um zoológico em ambiente natural. Em Deodoro apareceu uma cobra-coral, que foi levada para uma mata. Na Lagoa tem muitos quero-quero (pássaro), que fazem ninho no caminho do público e há o risco de atacarem. Temos que proteger o ninho e as pessoas. Temos cinco pessoas só para o golfe e duas equipes móveis para as outras instalações. Um biólogo é quem coordena – disse Tânia Braga, gerente geral de sustentabilidade, acessibilidade e legado do Comitê Rio 2016.

Tânia Braga disse que, apesar de a proximidade com animais silvestres como cobras e jacarés ser motivo de temor para a maioria das pessoas, a organização dos Jogos não crê que exista uma ameaça para atletas, torcedores e para os próprios bichos.

– Lembro que houve uma surpresa da mídia internacional quando souberam que havia jacaré-do-papo-amarelo no golfe. É o ambiente dele e não representa risco para nós. A convivência harmoniosa é possível. Fizemos totens para explicar quais bichos existem nestes lugares. Na Vila de Mídia, por exemplo, que fica perto do Parque da Pedra Branca, já tivemos tamanduá, paca… Lá também colocamos totens explicativos.

A tônica é proteção, informação e valorização.

No Maracanã há um caso curioso. No local vivem cerca de 130 gatos, que recebem cuidados de moradores próximos. Com o ambiente totalmente transformado, havia o risco para estes animais. A solução encontrada foi a construção de um gatil. De acordo com Tânia Braga, neste domingo haverá também a realização de uma feira para tentar que alguns deles sejam adotados.

– Queremos deixar um legado de conscientização sobre o abandono e promover adoção de animais. No Maracanã há uma colônia enorme de gatos, cerca de 130, porque é uma área onde as pessoas abandonam esses animais. São cinco tribos, com seus territórios. Existem dez cuidadoras que moram ali perto e fazem isso há 20 anos. Imagina quanta gente vai estar na cerimônia de abertura, além do movimento de máquinas para montar a estrutura. As cuidadoras não podem entrar. Era um problemão. O que fizemos foi chamar um grupo de voluntários e montamos um gatil cercado.

Agora cuidamos e vamos promover a adoção destes animais. Fazemos isso também com cachorros e outros animais.

Em Deodoro, por exemplo, cuidamos de um cavalo de rua, sem dono, que apareceu por lá. No Parque Olímpico havia cachorros que corriam na frente dos carros e ônibus, e eles foram resgatados – contou Tânia Braga

 

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

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