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Soltura de papagaios-de-peito-roxo vítimas do tráfico aumenta população em 23%

on março 27 | em Fauna na Mídia | by | with No Comments

Os papagaios são colocados em um viveiro até que optem por ficar na floresta — Foto: Gabriel Brutti / Acervo Pessoal

Os papagaios são colocados em um viveiro até que optem por ficar na floresta — Foto: Gabriel Brutti / Acervo Pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A mata do Parque Nacional das Araucárias (SC) receberá 36 aves até o fim deste mês.

Avistar grupos de papagaios-de-peito-roxo (Amazona vinacea) sobrevoando o Parque Nacional das Araucárias (SC) era uma cena comum e pode voltar a ser. O motivo é uma iniciativa realizada pelo Instituto Espaço Silvestre, que visa à reintrodução da espécie. Até o final deste mês, 36 papagaios serão soltos no local, o que contribui para o total de 189 indivíduos livres nesse ambiente.

A coordenadora do projeto e diretora técnica do Instituto Espaço Silvestre, Vanessa Kanaan, explica que os papagaios-de-peito-roxo eram recorrentes na região até que a captura ilegal e o desmatamento reduziram drasticamente o número de aves. Para ela, o projeto veio com o intuito de retomar “cores e sons” que esses animais trazem à floresta.

Papagaio-de-peito-roxo ocorre no Sudeste e Sul do Brasil — Foto: Vanessa Kanaan / Acervo Pessoal

Papagaio-de-peito-roxo ocorre no Sudeste e Sul do Brasil — Foto: Vanessa Kanaan / Acervo Pessoal

De acordo com o censo mundial, realizado em 2018, existem mais de 4,7 mil papagaios-de-peito-roxo em vida livre no Brasil, um número que os tornam ameaçados. Para que esses sobreviventes recuperados do tráfico ou reproduzidos em zoológicos possam retornar à natureza, as aves devem passar por um processo de reabilitação.

“Inclui exames clínicos e laboratoriais, análise genética, além de treinamentos comportamentais”, explica Vanessa. Além do desafio de adaptar uma espécie fragilizada, a própria soltura apresenta suas dificuldades: o viveiro é aberto pela manhã e fechado durante a noite para que as aves entrem e saiam, conforme desejarem, até que se fixem na natureza.

Com a ida dos animais para as florestas, os especialistas monitoram o comportamento deles. Observações, escuta de vocalizações e até drones ajudam a indicar se os papagaios estão se relacionando, se dispersando, evitando predadores e localizando abrigos. Bons “vigias” são também os moradores do local, que desempenham a ciência cidadã e relatam o que veem aos pesquisadores.

O processo da soltura 2019 ainda não está finalizado e deve variar de acordo com a resposta comportamental dos papagaios. Até lá, rádio-colares, microchips e anilhas cedidas pelo Centro Nacional de Pesquisa para Conservação de Aves Silvestres auxiliam no controle da espécie.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2019/03/26/soltura-de-papagaios-de-peito-roxo-vitimas-do-trafico-aumenta-populacao-em-23percent.ghtml

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