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Tarântula achada na Colômbia ganha sobrenome de García Márquez

on julho 6 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Além de ‘Maquezi’, aracnídeo também ganhou nome indígena ‘Kankuamo’.
García Márquez ganhou Nobel de Literatura em 1982 e morreu em 2014.

06/07/2016 – 04h19
G1 – Com informações da Agência EFE

 

Tarântula achada na Colômbia ganha sobrenome de García Márquez. Foto: Reprodução / Universidade Nacional da Colômbia

Tarântula achada na Colômbia ganha sobrenome de García Márquez.
Foto: Reprodução / Universidade Nacional da Colômbia

 

O escritor Gabriel García Márquez. Foto: Eduardo Verdugo / AP Photo

O escritor Gabriel García Márquez.
Foto: Eduardo Verdugo / AP Photo

 

Uma nova espécie de tarântula descoberta na Sierra Nevada de Santa Marta, no norte da Colômbia, foi batizada com o sobrenome do vencedor do prêmio Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez e a denominação do grupo indígena Kankuamo, informaram nesta terça-feira (5) fontes acadêmicas.

A aranha, chamada de “Kankuamo Marquezi”, foi encontrada por um grupo de pesquisadores colombianos e uruguaios em uma região próxima ao município de Aracataca, no departamento caribenho de Magdalena, onde nasceu García Márquez, detalhou a Universidade Nacional em comunicado.

“Queríamos homenagear García Márquez baseados no fato de que a aranha é de Magdalena e corresponde a uma região próxima a Aracataca, lugar do qual Gabo é oriundo”, afirmou William Galvis, que fez parte do grupo que encontrou a tarântula.

García Márquez, que ganhou o Nobel de Literatura em 1982, morreu em 17 de abril de 2014 no México, onde residiu grande parte de sua vida. Suas cinzas repousam no Claustro de la Merced, próximo à casa do escritor em Cartagena.

Os pesquisadores também decidiram chamá-la de Kankuamo em homenagem a esse grupo indígena, a seu idioma e a cultura que estão “praticamente acabados”, acrescentou o comunicado.

A “Kankuamo Marquezi”, cujo tamanho é de aproximadamente três centímetros, “tem traços morfológicos muito particulares”, como seu mecanismo de defesa, que são cogumelos que libera após ter contato direto com o agressor e que se cravam com facilidade na pele humana, explicou Galvis.

Apesar disto e de seu aspecto medonho, a tarântula descoberta não é agressiva e é fundamental para continuar com o estudo dos aracnídeos na Sierra Nevada de Santa Marta, que, segundo o pesquisador, “representa um ponto importante da diversidade biológica, não só para a Colômbia, mas para o mundo”.

CLIQUE AQUI  para notícia original.

 

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