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Veterinários buscam dono de tucano achado com bico quebrado no DF

on março 1 | em Fauna na Mídia, FIQUE POR DENTRO | by | with No Comments

Magra e assustada, ave se abrigou em uma mangueira no Park Way.
Animal está sendo medicado e anilha ajudou grupo a identificar o criadouro.

01/03/2016 – 10h56
Raquel Morais para o G1 – DF

 

Tucano achado com bico quebrado em jardim de casa no DF. Gabriella Terra/Arquivo Pessoal

Tucano achado com bico quebrado em jardim de casa no DF.
Gabriella Terra/Arquivo Pessoal

 

Foto: Gabriella Terra/Arquivo Pessoal

Foto: Gabriella Terra/Arquivo Pessoal

 

Veterinários examinam tucano achado com bico quebrado no jardim de casa do DF. Foto: Gabriella Terra/Arquivo Pessoal

Veterinários examinam tucano achado com bico quebrado no jardim de casa do DF.
Foto: Gabriella Terra/Arquivo Pessoal

 

Um grupo de veterinários tem se desdobrado para dar assistência e encontrar os donos de um tucano-toco resgatado com o bico quebrado do jardim de uma casa no Park Way, no Distrito Federal.

Magra e assustada, a ave se abrigou em uma mangueira na quadra 15 no final de semana. Exames apontaram que ela está desidratada, mas passa bem.

Mulher de um dos sobrinhos dos donos da casa, a veterinária Gabriella Terra usou uma coberta para tirar o animal da árvore. “A gente colocou fruta. Ele estava em uma mangueira e desceu para comer as frutas, estava desesperado, faminto. Ele pulou para uma árvore mais baixa, um pé de acerola. Quando ele fechou um pouco os olhos – ele estava muito cansado–, peguei uma coberta, joguei em cima dele e já agarrei.”

O tucano foi encaminhado para a casa de um colega dela, que cria araras e tem um viveiro, para tratamento. O bicho toma analgésico, anti-inflamatório e antibiótico uma vez por dia. Além disso, é constantemente alimentado.

“Acredito que é uma fêmea por causa do tamanho, o bico é um pouco menor”, diz Gabriella. “Aquela lesão ali [do bico], creio que tem mais de uma semana. Ele pode ter fugido há pouco tempo e já ter acontecido o acidente, que não deu tempo de ele ficar em uma situação tão ruim. Se ele estivesse nessa situação há muito tempo, ele não teria sobrevivido. Estaria muito mais magro, estaria mais desidratado.”

Com base no registro na anilhada usada pelo tucano, a veterinária conta ter conseguido identificar o local onde o bicho nasceu, em Goiás, a empresa para o qual foi vendido e o possível dono. A mulher conta com a ajuda de colegas para contatá-lo. Ela também soube, desde que postou o caso em redes sociais, que há faixas no Park Way sobre a procura de um casal de aves. Os cartazes não foram localizados.

“Estamos fazendo com que ele fique mais forte para poder passar por procedimento [de prótese, por exemplo]. Nesse tempo, estamos atrás de localizar o proprietário. Se esse animal tem um dono, a gente precisa da autorização para fazer alguma coisa”, explica.

Tucano-toco e resgate

Também conhecido como tucanuçu, o tucano-toco (Ramphastos toco) tem 56 centímetros de comprimento e pesa cerca de 540 gramas. É o maior entre todos os tucanos e vive em média 40 anos. Eles são uma espécie de símbolo das aves do continente sul-americano.

A plumagem é preta da coroa ao dorso e no ventre. Ao redor dos olhos tem a pele nua amarela. As pálpebras são azuladas. O papo é branco e a plumagem sob a cauda é avermelhada. O bico alaranjado tem uma mancha preta e pode medir 22 centímetros. Nos filhotes o bico é curto e amarelo, sem a mancha preta.

O animal se alimenta de frutos, insetos, lagartos, ovos e filhotes de outras aves. Em razão do desmatamento, o tucano procura comida em áreas próximas às cidades. A ave vive em pares ou bandos de duas dezenas de indivíduos que voam em fila

Para Gabriella, a lesão no bico pode ter a ver com disputa por território ou impacto com vidro de alguma casa. “Não creio na hipótese de maus-tratos, como algumas pessoas me perguntaram.”

Os donos da residência notaram o tucano na sexta e acionaram o Batalhão de Polícia Militar Ambiental, que alegou não poder ajudar na captura por estar com baixo efetivo. A recomendação teria sido para que a família pegasse o bicho e então acionasse a equipe. Em nota, a PM negou existir a orientação.

“A equipe do BPMA é que recolhe animais da fauna, principalmente com animais feridos, pois estão melhor preparados do que a população. O que acontece é que por se tratar de animais que não são domesticados, acostumados ao livre transito, principalmente aves, o cidadão liga para fazermos a apreensão e quando a equipe chega ele já fugiu. Ele pode pousar e permanecer por algum tempo e ir embora ou apenas passar pelo local”, declarou.

 

CLIQUE AQUI para notícia original.

 

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